Os jogadores que podem aliviar as dívidas do Internacional
A permanência do Inter na Série A é decisiva para o valor que o clube conseguirá obter por seus atletas até o fim do ano.
Reprodução / Internacional 🚨Inter precisa de R$ 140 milhões para fechar o ano com contas em dia
— Últimas do Inter! (@ultimasinter) 29 de setembro de 2026
Valor foi revelado por Alessandro Barcellos em reunião com candidatos à presidência; clube enfrenta dificuldades de caixa e ainda não cumpriu meta de venda de jogadores
🗞️Fabrício Falkowski pic.twitter.com/adZthCW242
As contas do Inter mostram um rombo de R$ 160 milhões, valor que a diretoria levou ao conselho e que supera em R$ 40 milhões a previsão para esta fase da temporada. Diante disso, negociar jogadores passou a ser essencial para tentar equilibrar o caixa do clube.
O clube não conseguiu fechar com um patrocinador principal para a camisa, situação que piorou depois que o governo baniu as casas de apostas por meio de medida provisória. Somado aos resultados abaixo do esperado nas negociações de atletas, esse cenário obriga o departamento de futebol a buscar saídas rápidas no mercado. Em vez dos R$ 50 milhões projetados com patrocínios, a receita ficou em torno de R$ 20,7 milhões.
Dois atletas despontam como os ativos mais valiosos do elenco: Bernabei, contratado para atuar como lateral e ala em janeiro de 2025 por R$ 35 milhões, e Carbonero, atacante que custou R$ 22 milhões — valor que o clube ainda não quitou integralmente. A diretoria enxerga nos dois a maior chance de gerar caixa rapidamente.
Sondagens que não avançaram
O Krasnodar, da Rússia, fez uma proposta próxima a R$ 30 milhões por Carbonero, mas a diretoria esperava chegar perto de R$ 50 milhões. A oferta ficou abaixo do valor esperado pela diretoria, e a negociação não teve sequência e o jogador segue no Beira-Rio sem um desfecho definido para o seu futuro.
Bernabei ainda não recebeu proposta formal, embora o nome do lateral e ala circule como alvo de clubes brasileiros, como o Palmeiras. A ausência de uma oferta concreta dificulta um planejamento mais preciso da diretoria colorada para o restante do ano.
A pouca movimentação do mercado de transferências em todo o mundo afetou o clube de forma ainda mais severa porque o Inter tinha pouco material para oferecer.
Contratos perto do fim
O volante Thiago Maia também pode despertar interesse no mercado, mas o vínculo dele com o Inter termina no fim do ano. Por isso, ele pode deixar o clube sem gerar receita com transferência.
O goleiro Rochet também tem contrato até o fim do ano e ficará livre em dezembro. Mesmo que uma saída dele não resolvesse sozinha o problema no caixa, a perda sem compensação financeira amplia a sensação de urgência dentro do clube.Pontos-chave
O risco de um rebaixamento
Um eventual rebaixamento tende a reduzir o valor de mercado dos jogadores do elenco, tornando as negociações ainda mais desfavoráveis para o Inter. A receita com vendas deveria se aproximar de R$ 204,9 milhões até 31 de dezembro. Mas o clube obteve apenas R$ 65,1 milhões após o encerramento das janelas europeia e da Arábia Saudita.
A necessidade de caixa rápido pode forçar a diretoria a aceitar ofertas menores do que as imaginadas inicialmente.
Jovens que hoje integram os planos esportivos do clube, casos de João Victor e João Bezerra, também correm o risco de serem negociados caso o aperto financeiro se intensifique. O resultado em campo, portanto, passou a influenciar diretamente o planejamento comercial do clube.
A permanência do Inter na Série A segue como fator decisivo para o valor que o clube pode obter por seus atletas até o fim do ano.