Os colombianos que jogaram no Internacional
Johan Carbonero se consolidou como um dos principais destaques do ataque colorado, acumulando 14 gols em 67 jogos desde sua chegada em 2025.
Créditos: Ricardo Duarte/Internacional O Internacional abriu suas portas para jogadores colombianos em várias épocas, acumulando uma lista de 12 atletas originários do país vizinho. Nessas quase três décadas, o time teve de tudo: jogadores que ficaram na memória da torcida e outros que mal deixaram traço na história recente do clube. A primeira oportunidade surgiu com Héctor Hurtado.
Vindo do América de Cali, o meia desembarcou no clube gaúcho em 1999, somando 11 partidas e dois gols com a camisa colorada antes de voltar ao futebol colombiano. A chegada de Zé Mário ao comando técnico reduziu ainda mais seu espaço, e Hurtado acabou deixando o clube sem ter se firmado.Pontos-chave
Rentería: o atacante que conquistou torcidas
Poucos colombianos deixaram uma marca tão forte no Beira-Rio quanto Wason Rentería. Contratado em 2005, o atacante rapidamente ganhou admiração dos torcedores com sua finalização precisa e celebrações inusitadas, entre elas suas imitações de Saci. Em dois anos de vínculo, disputou 56 partidas e marcou 14 gols, consolidando-se como um dos principais atacantes do elenco.
Seu auge coincidiu com a conquista da Libertadores de 2006. Na competição continental, Rentería fez quatro gols — número superado apenas por Fernandão, que somou cinco. Entretanto, uma lesão no tornozelo o manteve afastado do Mundial de Clubes, impedindo-o de ser campeão mundial ao lado dos colegas.
O mundial e as dificuldades posteriores
Enquanto Rentería se recuperava, outro colombiano ganhou seu lugar na história: Fabián Vargas. O volante chegou por empréstimo do Boca Juniors em 2006 e participou de uma final memorável contra o Barcelona. Entrando na etapa complementar, Vargas contribuiu para a conquista do título mundial, apesar de não ser um titular absoluto durante sua passagem de 2006 a 2007.
Após esses dois destaques, a qualidade dos colombianos contratados diminuiu consideravelmente. Cristian Borja apareceu em apenas dois jogos em 2007, sem registrar gols. Andrés Orozco, zagueiro, obteve mais tempo — 37 partidas entre 2007 e 2008 — mas com impacto limitado, marcando somente uma vez.
Rubén Bustos, lateral-direito que chegou em 2008, também não conseguiu firmar-se como titular naquele período em que o Colorado tinha múltiplos estrangeiros no elenco.
O retorno dos colombianos e atuações recentes
A pausa de mais de uma década foi interrompida em 2019, quando o Internacional trouxe Santiago Tréllez por empréstimo junto ao São Paulo. O centroavante permaneceu apagado: 13 jogos sem conseguir balançar a rede. Dois anos depois, entre 2021, chegaram Andrés Amaya e Juan Manuel Cuesta, jovens que tiveram oportunidades reduzidas.
Cuesta — apelidado de Cuestinha — retornou ao Independiente Medellín quando o Colorado optou por não executar a compra. Em 2023, Nico Hernández, zagueiro, foi contratado para reforçar a zaga. Disputou 28 partidas e marcou um gol antes de deixar o elenco no encerramento daquela temporada. Rafael Borré, que se juntou ao grupo em 2024, viveu experiência bastante diferente.
Durante pouco mais de dois anos no Colorado, o atacante disputou 105 partidas, marcou 28 gols e deu 9 assistências. Também deixou sua marca em três confrontos contra o Grêmio. Sua venda ao River Plate, em julho de 2026, se deu por US$ 4,5 milhões.
Emprestado pelo Racing em 2025, Johan Carbonero não demorou a conquistar uma posição de destaque no time. Em sua primeira temporada, o atacante acumulou 38 aparições, marcou 8 gols e deu 2 assistências, o que levou o clube a comprar o atleta por US$ 4 milhões e estender seu contrato até o fim de 2029. O desempenho seguiu forte na temporada seguinte: em 2026, Carbonero se firmou como uma das principais peças de ataque do elenco, e até setembro acumulava 67 jogos, 14 gols e sete assistências pelo clube, sendo o artilheiro colorado no Brasileirão daquele ano com sete gols marcados.