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Revista Colorada

Os colombianos que jogaram no Internacional

Johan Carbonero se consolidou como um dos principais destaques do ataque colorado, acumulando 14 gols em 67 jogos desde sua chegada em 2025.

Rodrigo Simões

Colombianos jogaram internacionalCréditos: Ricardo Duarte/Internacional

O Internacional abriu suas portas para jogadores colombianos em várias épocas, acumulando uma lista de 12 atletas originários do país vizinho. Nessas quase três décadas, o time teve de tudo: jogadores que ficaram na memória da torcida e outros que mal deixaram traço na história recente do clube. A primeira oportunidade surgiu com Héctor Hurtado.

Vindo do América de Cali, o meia desembarcou no clube gaúcho em 1999, somando 11 partidas e dois gols com a camisa colorada antes de voltar ao futebol colombiano. A chegada de Zé Mário ao comando técnico reduziu ainda mais seu espaço, e Hurtado acabou deixando o clube sem ter se firmado.Pontos-chave

Pontos-chave sobre colombianos no Internacional
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O clube teve 12 jogadores colombianos ao longo de quase três décadas.
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Héctor Hurtado estreou em 1999 e jogou 11 partidas com dois gols antes de retornar à Colômbia.
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Wason Rentería foi contratado em 2005, disputou 56 jogos e marcou 14 gols, destacando-se na Libertadores de 2006.
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Fabián Vargas chegou por empréstimo em 2006 e participou da conquista do Mundial de Clubes como reserva.
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Após 2019 houve novo ciclo: Santiago Tréllez (13 jogos, sem gols) e outros jovens com poucas oportunidades.
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Johan Carbonero e Rafael Borré tiveram destaque recente: Carbonero foi comprado por US$ 4 milhões e, até setembro de 2026, tinha 67 jogos, 14 gols e sete assistências; Borré atuou 105 vezes, marcou 28

Rentería: o atacante que conquistou torcidas

Poucos colombianos deixaram uma marca tão forte no Beira-Rio quanto Wason Rentería. Contratado em 2005, o atacante rapidamente ganhou admiração dos torcedores com sua finalização precisa e celebrações inusitadas, entre elas suas imitações de Saci. Em dois anos de vínculo, disputou 56 partidas e marcou 14 gols, consolidando-se como um dos principais atacantes do elenco.

Seu auge coincidiu com a conquista da Libertadores de 2006. Na competição continental, Rentería fez quatro gols — número superado apenas por Fernandão, que somou cinco. Entretanto, uma lesão no tornozelo o manteve afastado do Mundial de Clubes, impedindo-o de ser campeão mundial ao lado dos colegas.

O mundial e as dificuldades posteriores

Enquanto Rentería se recuperava, outro colombiano ganhou seu lugar na história: Fabián Vargas. O volante chegou por empréstimo do Boca Juniors em 2006 e participou de uma final memorável contra o Barcelona. Entrando na etapa complementar, Vargas contribuiu para a conquista do título mundial, apesar de não ser um titular absoluto durante sua passagem de 2006 a 2007.

Após esses dois destaques, a qualidade dos colombianos contratados diminuiu consideravelmente. Cristian Borja apareceu em apenas dois jogos em 2007, sem registrar gols. Andrés Orozco, zagueiro, obteve mais tempo — 37 partidas entre 2007 e 2008 — mas com impacto limitado, marcando somente uma vez.

Rubén Bustos, lateral-direito que chegou em 2008, também não conseguiu firmar-se como titular naquele período em que o Colorado tinha múltiplos estrangeiros no elenco.

O retorno dos colombianos e atuações recentes

A pausa de mais de uma década foi interrompida em 2019, quando o Internacional trouxe Santiago Tréllez por empréstimo junto ao São Paulo. O centroavante permaneceu apagado: 13 jogos sem conseguir balançar a rede. Dois anos depois, entre 2021, chegaram Andrés Amaya e Juan Manuel Cuesta, jovens que tiveram oportunidades reduzidas.

Cuesta — apelidado de Cuestinha — retornou ao Independiente Medellín quando o Colorado optou por não executar a compra. Em 2023, Nico Hernández, zagueiro, foi contratado para reforçar a zaga. Disputou 28 partidas e marcou um gol antes de deixar o elenco no encerramento daquela temporada. Rafael Borré, que se juntou ao grupo em 2024, viveu experiência bastante diferente.

Durante pouco mais de dois anos no Colorado, o atacante disputou 105 partidas, marcou 28 gols e deu 9 assistências. Também deixou sua marca em três confrontos contra o Grêmio. Sua venda ao River Plate, em julho de 2026, se deu por US$ 4,5 milhões.

Emprestado pelo Racing em 2025, Johan Carbonero não demorou a conquistar uma posição de destaque no time. Em sua primeira temporada, o atacante acumulou 38 aparições, marcou 8 gols e deu 2 assistências, o que levou o clube a comprar o atleta por US$ 4 milhões e estender seu contrato até o fim de 2029. O desempenho seguiu forte na temporada seguinte: em 2026, Carbonero se firmou como uma das principais peças de ataque do elenco, e até setembro acumulava 67 jogos, 14 gols e sete assistências pelo clube, sendo o artilheiro colorado no Brasileirão daquele ano com sete gols marcados.

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