O julgamento acontece nesta quinta-feira (10), e o dirigente Colorado corre o risco de ficar afastado das atividades do clube por um bom tempo. A denúncia se apoia no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), dispositivo que trata de condutas contrárias à disciplina e à ética esportiva.
Uma suspensão de 15 a 180 dias está prevista para quem for enquadrado nessa regra, além da possibilidade de multa.
O relato da arbitragem sobre o episódio
O árbitro Ramon Abatti Abel descreveu, na súmula da partida, o momento em que a confusão teria ocorrido. Enquanto a equipe de arbitragem deixava o gramado rumo ao vestiário ao fim da primeira etapa, o dirigente teria gritado, em tom alterado: “Um lance fácil desse, porr*. Tá de sacanagem.”
O clima de tensão vinha de decisões tomadas por Ramon Abatti Abel logo no primeiro tempo do confronto, período que já rendia reclamações da parte colorada.
Contexto do lance que irritou o inter
A insatisfação de Fabinho tinha relação direta com uma jogada específica envolvendo Carlos Vinícius. O centroavante gremista, já advertido com cartão amarelo, acertou um pisão na cabeça de Bruno Gomes sem ser punido pela arbitragem, e o duelo terminou sem gols.
Dias depois, na partida de volta, o mesmo atacante foi decisivo: com dois gols marcados, ajudou o Grêmio a vencer por 3 a 1 e avançar às semifinais da Copa do Brasil.
Outras denúncias ligadas ao clássico
O Colorado foi enquadrado pela demora no início da partida, provocada pela fumaça usada na entrada dos times, enquanto o Tricolor responde pela lentidão no retorno para o segundo tempo.
Nos dois casos, a punição prevista pelo artigo 206 do CBJD é apenas financeira, calculada de acordo com os minutos de atraso registrados. Fabinho ainda não se manifestou publicamente sobre a denúncia individual que recai sobre ele.
O desfecho do julgamento desta quinta-feira deve definir se o executivo Colorado ficará fora das atividades do clube justamente num momento sensível da temporada.



