O Inter enfrenta um aperto financeiro de R$ 70 milhões para quitar todas as obrigações com o elenco e os funcionários até o fim de 2026. O presidente Alessandro Barcellos apresentou esse cálculo a pré-candidatos à presidência do clube numa reunião na segunda-feira (7), e duas pessoas que participaram do encontro confirmaram a informação.
O montante cobre folha de pagamento, direitos de imagem, débitos acumulados e o 13º salário devido aos jogadores e funcionários. Mesmo com a previsão de entrada de novos valores nos cofres nos próximos meses, nem toda a quantia será coberta automaticamente. A diretoria colorada busca alternativas antes do encerramento do Brasileirão.
Receitas e possíveis saídas financeiras
A proposta mais concreta veio do conselheiro José Amarante, que integra a oposição ao clube. E é pré-candidato à presidência: antecipar 30% das receitas geradas pelas placas publicitárias vendidas para jogos no Beira-Rio. A proposta exige aprovação do Conselho Deliberativo antes de virar dinheiro efetivo em caixa.
O risco de ficar fora das metas do Brasileirão
Há uma complicação adicional: se o Inter não alcançar pelo menos a sexta colocação no Brasileirão, o clube deixará de receber R$ 18,3 milhões em premiação. Essa redução de receita tornaria ainda mais crítica a situação financeira e aumentaria a urgência de encontrar receitas extras antes do encerramento da competição.
Restrições internacionais ampliam a pressão
A crise salarial não é o único desafio. Desde o fim do mês passado, o Inter sofre uma punição da Fifa por não ter quitado a compra do zagueiro Juninho junto ao Midtjylland-DIN. A punição, conhecida como transfer ban, limita drasticamente a atuação da diretoria no mercado.
Débitos relacionados às contratações de Carbonero e Benjamin também estão em aberto e podem gerar sanções semelhantes.
Cada novo transfer ban reduz a capacidade de planejamento do elenco para as próximas temporadas. Por isso, resolver a dívida de R$ 70 milhões é mais do que honrar compromissos com jogadores. E funcionários: também evita novas restrições internacionais, que prejudicariam ainda mais o clube antes do fim do Brasileirão.



