O Internacional enfrenta uma crise financeira que ultrapassa o desempenho dentro de campo. Após o empate sem gols no primeiro Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil, disputado no Beira-Rio, a diretoria reconheceu uma dívida que ultrapassa R$ 10 milhões com o elenco, referente a dois meses de direitos de imagem e parte do 13º salário.
O presidente Alessandro Barcellos admitiu que os atletas têm vencimentos em aberto e ressaltou o diálogo constante com o grupo. Os atrasos afetaram o ambiente da equipe: na véspera do clássico, parte dos jogadores recusou a concentração devido aos atrasos nos direitos de imagem. A decisão não foi unânime entre o elenco.
Dívida de R$ 10 milhões com o elenco do Internacional
Sem caixa para quitar os valores, a direção busca recursos alternativos. A janela de transferências é uma alternativa para equilibrar as finanças: a diretoria abriu mão de estabelecer uma lista de negociáveis e aceita ouvir propostas por qualquer atleta do elenco que possa gerar entrada financeira.
O atacante Carbonero é o jogador mais sondado no mercado. O Inter já enfrenta um transfer ban imposto pela Fifa por uma dívida com o Midtjylland relacionada à contratação do zagueiro Juninho em 2025 e, segundo Barcellos, novas punições podem chegar nas próximas semanas.
Como alternativa para gerar receita sem desfalcar o time, jovens da categoria sub-20 podem ter a saída facilitada. Com isso, o clube preservaria de imediato o elenco profissional.
O segundo Gre-Nal e a urgência financeira
O Inter não espera regularizar toda a dívida antes do segundo Gre-Nal, marcado para a próxima quinta-feira, às 20h, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil. A comissão técnica considera a regularização dos pagamentos importante para preservar o ambiente do elenco durante a reta final da temporada.
Um novo empate na Arena levará a decisão para os pênaltis e aumentará a pressão sobre a diretoria para resolver a questão financeira e manter o grupo focado nos objetivos esportivos.



