No último domingo, no estádio Beira-Rio, mais de 32 mil torcedores acompanharam o empate sem gols entre Internacional e Atlético-MG. Ao longo dos 90 minutos, os cânticos foram de apoio ao time de Ramón Díaz, com algumas músicas pedindo mais “raça” ganhando força somente nos acréscimos do duelo.
Diante deste cenário, a torcida organizada “Guarda Popular” decidiu se pronunciar. Através de um comunicado divulgado em sua página no Instagram, o grupo criticou fortemente os jogadores do Clube do Povo. Além disso, foi feita uma explicação sobre uma mudança de hábito ocorrida nos últimos anos dentro do Gigante.
Durante vários anos, foi comum que os atletas tivessem seus nomes gritados individualmente antes de cada confronto. Esse movimento era puxado justamente pela Guarda Popular, que criticou os atletas para justificar essa nova postura antes da bola rolar em cada confronto no Beira-Rio.
“Somente pelas três letras entrelaçadas nesse escudo, 32 mil pessoas estiveram ontem. Perguntam por que há anos deixamos de puxar a escalação e por que poucas vezes ainda fazemos. A resposta é simples: o jogador tem que merecer. Não ganharam nada para ter torcedor tirando foto. Ídolos são aqueles que vencem e dão a vida por nossas cores; esses, sim, têm seus rostos em nossas faixas”, argumentou a torcida.
Sendo assim, é improvável que uma nova mudança em relação ao tema aconteça até o final desta temporada. A tendência é de que novas cobranças ocorram, principalmente se o Clube do Povo seguir apresentando resultados ruins dentro do estádio Beira-Rio, como decorreu diante do Atlético-MG.



