O protesto de torcedores do Inter no Beira-Rio
Manifestantes criticaram gestão do clube com panfletos que listavam dirigentes, enquanto o Conselho Deliberativo rejeitava propostas de mudanças estatutárias.
Créditos: Luis Gustavo Santos / Zero Hora Um grupo de torcedores do Inter foi ao pátio do Beira-Rio na segunda-feira (28) para cobrar a atual gestão do clube, pouco antes de começar a reunião do Conselho Deliberativo. A manifestação teve à frente a Super Fico, uma das torcidas organizadas do clube, e refletiu o desgaste dos torcedores com o momento atual do Internacional.
Os manifestantes exibiram uma faixa que criticava o Conselho Deliberativo e dizia, segundo informou o GZH, que houve mil reuniões sem nenhuma solução. Panfletos distribuídos durante o protesto ampliaram a crítica e atingiram nomes específicos da direção do clube.Pontos-chave
Alvo da campanha de protesto
Nos panfletos distribuídos, a palavra “procurado” aparecia estampada sobre fotos do presidente Alessandro Barcellos e do executivo Fabinho Soldado. Os vice-presidentes Victor Grunberg, Dalton Schimitt e Miguel Dagnino, além do secretário-geral Cauê Vieira, completavam a lista de dirigentes mirados pelos manifestantes. Na brincadeira, os manifestantes indicavam como “recompensa” a permanência do Inter na Série A.
Agenda da reunião de segunda-feira
O Conselho Deliberativo se reuniu no Beira-Rio para debater temas administrativos e financeiros. Entre os pontos em pauta estavam o pedido de antecipação das eleições presidenciais, marcadas para novembro, a prestação de contas, a resposta ao pedido de transferban feito pelo clube e as medidas de emergência pensadas pelo departamento de futebol para tentar afastar o risco de queda para a Série B.
Na reunião, o Conselho de Gestão expôs aos conselheiros o panorama atual da instituição, enquanto os 281 integrantes presentes votavam propostas de mudanças estatutárias. As propostas incluíam alterações nos ritos eleitorais, redução do número de conselheiros, regulamentação do terceiro uniforme e novas regras para eventual transformação do clube em SAF.
O texto de reforma foi rejeitado por ampla maioria, impedindo que os destaques separados fossem analisados.