O Internacional barrou a tentativa do Estudiantes de adquirir 50% dos direitos econômicos de Rodrigo Villagra e reafirmou sua prioridade contratual sobre o volante. Mesmo sob pressão financeira, a diretoria colorada considerou o jogador fundamental para esta temporada.
O clube argentino formalizou a investida junto ao CSKA Moscou, conforme confirmou o jornalista Germán García Grova. A proposta esbarrou em duas exigências: o CSKA quer vender 100% dos direitos econômicos e não aceita uma transferência parcial, enquanto o Inter tem prioridade de compra garantida no contrato de empréstimo assinado em janeiro.
Rodrigo Villagra desperta interesse de clubes externos
Villagra se consolidou como titular sob o comando de Paulo Pezzolano e superou a concorrência de Bruno Gomes e Thiago Maia. Participou de 27 dos 42 compromissos do Inter em 2026 e somou 1.487 minutos nos 18 jogos do Campeonato Brasileiro até setembro. Foi titular em 17 deles.
O desempenho agradou à comissão técnica e aos torcedores, além de despertar o interesse de clubes da Arábia Saudita e do Estudiantes. O técnico Alexander Medina, que o dirigiu no Talleres, indicou o volante à equipe argentina.
O contrato que blindou o Internacional
O volante chegou ao Colorado em janeiro de 2026 mediante empréstimo do CSKA Moscou, com o clube desembolsando 400 mil euros, aproximadamente R$ 2,5 milhões. O acordo incluiu uma cláusula de obrigatoriedade de compra caso o jogador disputasse 60% dos compromissos anuais — condição já acionada, pois Villagra alcançou 64% de participação até aqui.
Para garantir o camisa 5 em definitivo, o Colorado terá de desembolsar 4,6 milhões de euros, aproximadamente R$ 28,7 milhões, a serem quitados de forma parcelada, mantendo o CSKA com 10% dos direitos. A exigência russa de transferência total — nunca parcial — bloqueia qualquer negociação com terceiros.
Por isso, o Estudiantes teria de obter simultaneamente o aval do CSKA e do Inter, que não têm interesse em ceder o jogador neste momento. Peça-chave para o encerramento de 2026, Villagra segue protegido contratualmente no Beira-Rio pela estrutura financeira do acordo e pela avaliação tática que o considera insubstituível na sequência da temporada.



