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Revista Colorada

O custo de Rochet ao Inter em meio a todo seu histórico de lesões

Rochet pode deixar o Inter após não atingir a meta de 60% de participação nos jogos devido à regressão em sua recuperação.

Rodrigo Simões

O custo de Rochet ao Inter em meio a todo seu histórico de lesõesRicardo Duarte / Internacional

Rochet virou um problema de gestão no Inter por estar frequentemente indisponível. Contratado em julho de 2023 pelo Nacional, do Uruguai, por US$ 1,6 milhão, o goleiro recebeu R$ 37 milhões dos cofres colorados ao longo da permanência no clube. O investimento não encontrou respaldo em campo, e os problemas físicos se acumularam desde o início.

Após a cirurgia na coluna, Rochet sofreu uma regressão na recuperação e passou por um bloqueio na região lombar. O procedimento aplica medicação diretamente em um ramo nervoso, e os problemas físicos recorrentes o mantêm longe das traves há meses.

A conta não fecha: investimento versus participação real

Conforme apuração do portal GZH, ao fim de 42 meses de vínculo com o Inter, Rochet terá atuado em apenas 96 das 211 partidas disputadas pelo clube — uma taxa de participação de 45,5%.

O investimento total de R$ 37 milhões inclui R$ 7,6 milhões pela transferência e R$ 29,4 milhões em vencimentos. Direitos de imagem e luvas não entram nessa conta, e o valor corresponde a um custo de R$ 385,4 mil por jogo disputado.

O goleiro recebia cerca de R$ 700 mil por mês, incluindo todos os benefícios. Sem contar férias e 13º salário, acumulou R$ 29,4 milhões em remuneração fixa durante a permanência no clube. O Inter fez esse investimento esperando mais tempo de bola rolando.

Desempenho variável ao longo dos anos

A utilização de Rochet nunca foi consistente, e em 2024, seu melhor ano, o goleiro atuou em 35 das 64 partidas disputadas pelo clube. Neste ano, porém, participou de apenas 17 jogos, e sua última atuação ocorreu em maio, quando o Inter venceu o Athletic por 3 a 2, pela Copa do Brasil.

As ausências frequentes tornam incerto o futuro de Rochet no Beira-Rio. E obrigam a gestão colorada a decidir o que fazer com um goleiro cujo investimento não corresponde ao tempo efetivo de utilização.

Como funciona o bloqueio lombar e por que é necessário após a cirurgia

Após a cirurgia na coluna para corrigir a hérnia de disco, Rochet precisou passar por um procedimento chamado bloqueio lombar, também conhecido como infiltração. O bloqueio tenta conter a dor e a regressão na recuperação por meio da aplicação de medicação diretamente em um ramo nervoso da região afetada.

O objetivo é diminuir o incômodo e permitir o retorno do atleta às atividades. No caso de Rochet, porém, o procedimento não surtiu o efeito esperado, e ele permanece afastado por tempo indeterminado.

O que a regressão de Rochet significa para sua permanência no Inter

A piora no quadro de saúde de Rochet criou um cenário em que ele não conseguirá cumprir automaticamente a meta contratual. O contrato previa renovação automática caso o goleiro atingisse 60% de participação nos jogos da temporada. Com a regressão na recuperação e o afastamento prolongado, porém, essa meta se tornou matematicamente impossível.

Na prática, sua continuidade no clube depende agora exclusivamente da decisão da nova diretoria, que assume a gestão em janeiro, e uma questão médica se transformou em decisão administrativa.

Pontos-chave
Pontos-chave sobre Rochet e o Inter
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Rochet foi contratado em julho de 2023 pelo Nacional (Uruguai) por US$ 1,6 milhão e recebeu R$ 37 milhões no Inter.
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Dos R$ 37 milhões, R$ 7,6 milhões foram pela transferência e R$ 29,4 milhões em vencimentos fixos.
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Em 42 meses de vínculo, atuou em 96 das 211 partidas do clube, participação de 45,5%, custo de R$ 385,4 mil por jogo disputado.
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Após cirurgia de hérnia de disco, teve regressão na recuperação e passou por um bloqueio lombar que não surtiu efeito esperado.
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Contrato previa renovação automática ao atingir 60% de participação na temporada; essa meta tornou-se impossível com o afastamento.
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Decisão sobre sua continuidade dependerá da nova diretoria, que assume em janeiro, tornando questão médica também administrativa.


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