Na véspera do Gre-Nal, Inter está com os salários em dia?
Apesar dos salários em dia, o Inter enfrenta bloqueios da Fifa e ainda deve arrecadar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões até o final do ano.
Reprodução / Internacional O Inter quitou na quarta-feira os salários registrados em carteira dos atletas e chega à reta final do Brasileirão sem pendências salariais no elenco. A diretoria cumpriu o calendário de pagamentos para evitar insatisfação antes do clássico de domingo contra o Grêmio, decisivo para a temporada.
A prioridade de manter o vestiário tranquilo vem de uma experiência amarga no primeiro duelo válido pela Copa do Brasil entre os rivais: atrasos em direitos de imagem provocaram reação imediata dos jogadores, que se recusaram a concentrar antes da partida.
Dessa vez, com as contas em ordem, a diretoria colorada aposta na estabilidade interna para que o grupo se concentre apenas no desempenho esportivo.
Obrigações trabalhistas em dia, mas créditos pendentes fora do campo
Os pagamentos previstos na CLT ficaram em dia ao longo da temporada, embora o clube tenha atrasado direitos de imagem e outras parcelas em períodos anteriores.
Em setembro, a doação de R$ 20 milhões do empresário Delcir Sonda permitiu ao Inter quitar os débitos com os atletas. E antecipar o repasse de direitos de imagem que venceria em 25 de setembro, e a próxima remessa está agendada para 25 de outubro.
Fora da folha de jogadores, porém, ex-funcionários dispensados nos últimos meses ainda aguardam o pagamento das verbas rescisórias. Em alguns casos, as cifras superam R$ 100 mil.
A diretoria estima que precisará arrecadar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões até o final do ano para manter todos os compromissos financeiros em dia.
Transfer ban preventivo da Anresf não altera restrições já existentes
Na quinta-feira, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) aplicou um transfer ban doméstico de caráter preventivo ao Inter em razão do Fair Play Financeiro. A decisão não muda a realidade imediata do departamento de futebol colorado, que já cumpre dois bloqueios impostos pela Fifa relacionados a dívidas em contratações anteriores.
O primeiro transfer ban da Fifa decorre da dívida pela aquisição de Juninho junto ao Midtjylland, da Dinamarca. O segundo envolve a contratação de Ramon, que saiu do Olympiacos, da Grécia, mas sequer permanece no Beira-Rio, e atualmente, o lateral-esquerdo está emprestado ao Vitória.
Enquanto esses entraves continuarem, inscrever novos atletas seguirá impossível, tornando a sanção da Anresf uma formalidade sem impacto prático.
Eleição em dezembro intensifica pressão administrativo-financeira
A crise orçamentária coincide com momento delicado na política interna do clube. Em dezembro, os sócios vão às urnas para escolher o presidente que comandará o triênio 2027-2029, justamente quando a gestão tenta preservar a harmonia no vestiário rumo à reta final do Brasileirão.
Nesse cenário, a direção tenta preservar o futebol em meio às discussões políticas e à necessidade de resolver pendências administrativas durante a reta decisiva do Brasileirão.