Magrão deu motivos para acreditar que o Corinthians está mau preparado para o Inter
Eduardo Baptista estreia à frente do Inter justamente contra o Corinthians enquanto Diniz segue no comando do time paulista.
Créditos: Reprodução / Donos da Bola O Internacional recebe o Corinthians no Beira-Rio em 9 de outubro, em um confronto que já provoca debate fora de campo. No programa Os Donos da Bola, da TV Bandeirantes, o ex-volante Magrão apontou uma diferença de postura entre os dois clubes diante dos resultados ruins recentes.
Depois de perder para o São Paulo fora de casa, o Inter mudou o comando técnico, enquanto o Corinthians manteve Fernando Diniz apesar da sequência negativa. A partida será disputada em 9 de outubro, e não na data informada em coberturas anteriores.Pontos-chave
A crítica ao discurso de Diniz
Para o ex-jogador, o problema do time paulista não está na qualidade do grupo de jogadores, mas na leitura que a comissão técnica faz do momento ruim. Segundo ele, o discurso do treinador após as derrotas chama atenção justamente pela aparente falta de preocupação.
“Não quer dizer que o Inter mudando, que o Grêmio mudando, que eles vão ganhar. Não é isso. Só que a questão do Corinthians é diferente. De todos os times que estão nesta parte da tabela, o Vasco mudou, todo mundo tenta mudar por estar vendo o problema. No Corinthians, ao contrário. Parece que está tudo bem. Quando o Diniz fala isso depois de seis derrotas, aí que é preocupante. A preocupação é aí. Olhando os 11 titulares do Corinthians, eles são melhores que os rivais dessa parte da tabela, mas quem está comandando vem achando que está tudo bem”, declarou Magrão no programa Os Donos da Bola.
Na sequência, reforçou que os 11 titulares do Corinthians têm nível superior ao dos rivais que estão na mesma faixa da tabela, mas avaliou que o comando da equipe trata a sequência de derrotas como se estivesse tudo bem.
Eduardo Baptista estreia contra o rival paulista
Paulo Pezzolano foi demitido após a derrota para o São Paulo fora de casa, abrindo espaço para Eduardo Baptista, que fará sua estreia à frente do Inter justamente contra o Corinthians, no Beira-Rio. A troca de comando contrasta com a decisão do clube paulista de manter o mesmo treinador apesar dos resultados ruins consecutivos.
Esse contraste foi o ponto central da análise: enquanto um clube reagiu à crise trocando de treinador, o outro manteve o técnico mesmo com um discurso público que sugeria normalidade diante da sequência de derrotas.
O momento das trocas de treinador
Neto, apresentador da atração, também entrou na discussão e disse que apenas dois clubes trocaram de treinador no momento que ele considerou ideal no calendário da temporada: Vasco e Fluminense. Segundo Neto, o Vasco demitiu Renato durante a pausa e contratou um treinador português; o Fluminense dispensou Zubeldía e manteve Marcão.
A avaliação reforça o argumento central do debate: não basta decidir trocar de treinador; o momento da mudança também pesa no resultado esperado. Com a estreia de Baptista marcada para 9 de outubro contra o time comandado por Diniz, o Beira-Rio será palco de um confronto que já chega com significado fora das quatro linhas.