O futebol brasileiro tem como marca as constantes reclamações contra a arbitragem. Nem mesmo a implementação do sistema de VAR diminuiu as cobranças. Para muitos torcedores, a tecnologia apenas evidenciou a falta de qualidade e de preparo dos profissionais responsáveis por comandar as partidas no país.
Diante deste cenário, desde que assumiu a presidência da CBF, Samir Xaud vem buscando realizar alguns trabalhos nos bastidores para diminuir os problemas. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, será utilizado o impedimento semiautomático, que não depende mais da colocação das linhas por parte de um operador.
Além disso, existe um outro plano que está sendo organizado para aumentar a qualidade da arbitragem. A proposta é finalmente colocar em prática uma profissionalização, com os juízes sendo reconhecidos por essa profissão, sem a necessidade deles ocuparem outros cargos para completar a renda, principalmente entre jogos ou em caso de punições.
Quem está participando desse debate é Leonardo Gaciba. O ex-árbitro concedeu entrevista para a “Rádio Guaíba” e confessou ter sido convidado para avaliar eventuais melhorias no projeto. Além disso, ele ainda foi sincero ao admitir que a arbitragem está enfrentando um momento de crise no futebol brasileiro.
“Não tivemos um bom ano na arbitragem. Estou participando de uma comissão na CBF para profissionalização. Precisamos dar condições a eles. Em 3 anos presidindo a Comissão de Arbitragem da CBF, vocês não viram eu punir nenhum árbitro publicamente. A punição pública destrói o árbitro”, argumentou Leonardo Gaciba, que é uma figura importante nos bastidores da CBF quando se fala de juízes históricos do Brasil.



