O Internacional foi intimado a pagar R$ 16,9 milhões em 15 dias, sob risco de multa adicional e penhora de bens. A juíza Lucia Helena Camerin, da 14ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, assinou a sentença nesta quarta-feira.
A empresa Icipar Empreendimentos cobra o valor por causa de um acordo não cumprido. A origem da dívida remonta a 2008, quando o clube contratou o meia Andrés D’Alessandro com apoio do Grupo DIS, que adquiriu direitos econômicos sobre o jogador e intermediou a negociação.
🇦🇹 A Icipar (empresa ligada à família Sonda) cobra R$ 16,9 milhões do Internacional por uma dívida histórica da contratação de D’Alessandro, em 2008.
— Tainan Nunes (@canaldotn) 2 de setembro de 2026
Em 2023, o Inter fez um acordo para pagar o débito em 50 parcelas, mas honrou apenas a primeira. Com multa e juros, o valor… pic.twitter.com/mcSF0h6SkP
Origem da dívida do Internacional
Quando D’Alessandro encerrou seu vínculo com o Colorado e deixou o clube, em 2020, a DIS Esportes passou a ter um crédito de R$ 18,9 milhões. O valor foi dividido: metade ficou com a Icipar, responsável pela cobrança atual, e a outra metade permaneceu com a DSPLAN.
Segundo a empresa credora, o Internacional fez apenas o primeiro pagamento, de R$ 150 mil, e deixou uma dívida superior a R$ 14 milhões. O atraso na quitação das demais parcelas ativou uma cláusula penal de 10% sobre o saldo devedor, elevando a cobrança para os atuais R$ 16,9 milhões.
Pedido de penhora de ativos
A Icipar pediu na ação o bloqueio de vários ativos do Internacional. A lista inclui dinheiro em contas bancárias, créditos junto à CBF e à FFU, além de valores de patrocínios do elenco masculino. Qualquer um desses ativos pode ser bloqueado para cobrir a dívida caso o prazo não seja cumprido.
Se o Internacional não pagar nos 15 dias estabelecidos, a sentença prevê ainda uma nova penalidade de 10%. O clube pode contestar judicialmente a cobrança dentro do mesmo prazo de 15 dias.
Outras cobranças milionárias
O Colorado enfrenta cobranças de investidores ligados à sua história. Delcir Sonda, sócio da DIS Esportes, move cerca de quatro ações judiciais contra o clube, que somam perto de R$ 60 milhões.
Em 2018, esse mesmo investidor havia perdoado um débito de R$ 25 milhões, mas o acerto não cobriu a integralidade das questões relacionadas aos direitos de D’Alessandro.
Resposta e próximos passos
D’Alessandro voltou ao Inter e encerrou a carreira profissional em abril de 2022, na segunda despedida do clube. Ao GE, o Internacional informou que acompanha o processo e tomará as providências cabíveis para resolver a questão. A Icipar iniciou a cobrança em 2023, e o clube responde à execução desde então.



