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Revista Colorada

Jogo do Inter teve protesto contra o fim das Bets

Empresas do setor argumentam que a proibição pode favorecer o mercado ilegal de apostas.

Rodrigo Simões

Inter teve protesto fim betsCréditos: Reprodução/Premiere

A vitória do Internacional por 2 a 1 sobre o Corinthians, na noite de quarta-feira, no Beira-Rio, também foi marcada por manifestações contra a decisão do governo federal de proibir as apostas de quota fixa no Brasil. Durante a partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, mensagens críticas à medida ocuparam espaços publicitários do estádio.


A manifestação ocorreu na retomada do futebol brasileiro após a Data Fifa e fez parte de uma campanha organizada por empresas e entidades ligadas ao setor de apostas. A ação, intitulada “Proibir não é proteger”, levou aos estádios mensagens contrárias à proibição e alertas sobre possíveis consequências do fim das bets legalizadas.

O movimento começou no clássico entre São Paulo e Santos, disputado em 4 de outubro, e foi ampliado para outras partidas da rodada. Entidades como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cederam espaços publicitários para a divulgação do manifesto.

Entre as frases exibidas nos estádios estavam “Proibir quem segue as regras favorece quem?”, “Não se muda a regra no meio do jogo” e “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”. As mensagens também questionavam o possível crescimento do mercado ilegal, com frases como “A quem interessa o mercado ilegal?” e “Quem lucra com as bets ilegais?”.

A campanha ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar, em 25 de setembro, uma Medida Provisória que determinou o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país. A decisão provocou reação imediata das empresas do setor, que passaram a articular manifestações contra a medida.

O assunto também envolve diretamente o futebol brasileiro. Antes da retomada do Campeonato Brasileiro, clubes divulgaram um manifesto intitulado “Fim do futebol brasileiro”, em reação à Medida Provisória. A preocupação dos dirigentes está relacionada principalmente ao impacto financeiro que o encerramento do mercado regulado de apostas pode provocar nos clubes, que possuem contratos de patrocínio e outras receitas vinculadas ao setor.

Uma reunião entre dirigentes de clubes, federações e ministros do governo federal, que seria realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, chegou a ser adiada. Entre os assuntos que seriam discutidos estava uma possível linha de crédito do governo para auxiliar as equipes diante dos impactos financeiros provocados pelas mudanças.

Assim, enquanto Internacional e Corinthians disputavam os três pontos no Beira-Rio, o estádio também serviu de palco para uma discussão que ultrapassa o campo. As mensagens exibidas durante o confronto fizeram parte da mobilização contra o fim das bets legalizadas e reforçaram a preocupação do setor com o avanço do mercado ilegal e os efeitos econômicos da medida sobre o futebol brasileiro.
Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Internacional venceu o Corinthians por 2 a 1 no Beira-Rio na 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Mensagens contrárias à proibição das apostas de quota fixa foram exibidas em espaços publicitários do estádio.
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Campanha “Proibir não é proteger” foi organizada por empresas e entidades do setor de apostas.
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Frases exibidas alertavam sobre possível crescimento do mercado ilegal e consequências do fim das bets legalizadas.
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Medida Provisória assinada por Lula determinou o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa.
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Clubes e dirigentes manifestaram preocupação com impacto financeiro no futebol; reunião no Planalto foi adiada.


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