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Revista Colorada

João Gabriel: o goleiro que antecedeu Clemer no Inter e abandonou o futebol aos 27 anos

Aprovado na OAB no mês seguinte, João Gabriel construiu carreira como advogado após reconhecer que o futebol não oferecia a estabilidade que buscava.

Rodrigo Simões

João gabriel goleiro antecedeu clemerCréditos: Radio Grenal/Reprodução

João Gabriel defendeu o Internacional entre 1999 e 2003, foi titular em jogos decisivos e, ainda jovem, trocou os gramados pela advocacia. Antes de Clemer se tornar referência de segurança no gol do clube, João Gabriel ocupou a posição no Beira-Rio — uma escolha pouco comum entre atletas em atividade.

A passagem de João Gabriel pelo clube ficou marcada por um momento guardado com carinho pela torcida colorada. Em 1999, ele teve atuação de destaque contra o Palmeiras, em uma partida cujo resultado pesou na permanência do Inter na elite do Campeonato Brasileiro.

Mesmo com esse destaque, o goleiro convivia com questionamentos sobre seu desempenho, ligados principalmente à altura de 1,82 m, tida como baixa para a posição.

O protagonismo interrompido por uma lesão incomum

O ano de 2001 marcou o período de maior sequência de João Gabriel como titular colorado. Encadeando apresentações que sugeriam sua consolidação, o goleiro disputava espaço com outros nomes do elenco e caminhava para se firmar de vez entre os onze iniciais.

O cenário mudou em 2002, quando sofreu um rompimento de músculo abdominal — uma lesão pouco comum para a posição.

Diante da urgência para resolver o problema, a diretoria colorada foi ao mercado buscar Clemer, que assumiu a titularidade e não deixou mais a posição. A chegada do novo goleiro marcou um ponto de inflexão na carreira de João Gabriel, embora sua recuperação física tenha sido mais rápida do que muitos esperavam.

Do retorno à decisão de encerrar a carreira

João Gabriel se recuperou rapidamente, mas não retomou o espaço no time principal. Sobre a decisão que o levou a parar de jogar, esta amadureceu quando o Internacional o emprestou ao Mogi Mirim para o Campeonato Paulista de 2005.

Mesmo satisfeito com seu rendimento na competição, João Gabriel enxergou que seguir em frente significaria rodar por clubes menores, longe da estrutura que havia construído em Porto Alegre. Casado e prestes a se formar em Direito pela Ulbra, ele avaliou que peregrinar por equipes menores não era o futuro que desejava.

Aos 27 anos, interrompeu a carreira para apostar em outra profissão. Ao explicar a escolha ao Pelé.Net, disse que não queria peregrinar entre clubes de menor expressão.

A despedida e o novo rumo profissional

O último jogo de João Gabriel nos gramados foi pelo Mogi Mirim, contra o São Paulo. Sua mãe, Lídia, fez questão de estar na arquibancada, e ela o havia levado ao Internacional pela primeira vez, quando ele tinha apenas nove anos. Depois da partida, mãe e filho voltaram juntos para Porto Alegre.

No mês seguinte, João Gabriel foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Pouco depois, sua esposa, Thiana, ficou grávida do primeiro filho do casal, Eduardo.

A passagem de João Gabriel pelo Inter ficou marcada pela disputa de posição com Clemer e pela troca do futebol pela advocacia aos 27 anos. Ele construiu uma trajetória profissional em outro ramo depois de concluir que o futebol, naquele momento, não oferecia a estabilidade que buscava.

Pontos-chave
Pontos-chave da trajetória de João Gabriel
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Goleiro do Internacional entre 1999 e 2003, foi titular em jogos decisivos.
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Destaque em 1999 contra o Palmeiras, partida que ajudou o Inter a permanecer na elite.
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Principal sequência como titular em 2001, em disputa por posição no time.
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Sofreu rompimento de músculo abdominal em 2002; Clemer chegou e assumiu a titularidade.
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Em 2005 foi emprestado ao Mogi Mirim; decidiu encerrar a carreira aos 27 anos.
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Aprovado no exame da OAB e passou a exercer a advocacia, priorizando estabilidade familiar.


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