A dívida do Sport Clube Internacional chegou a R$ 925,6 milhões ao final de maio, e o clube voltou a ser pressionado a colocar a recuperação judicial na mesa. Em ofício enviado à diretoria em 20 de agosto, o Conselho Fiscal pede que essa alternativa seja formalmente estudada pelos dirigentes.
O órgão fiscalizador atribui o agravamento das contas coloradas à combinação entre o endividamento em alta, a retração no faturamento com publicidade e marketing e o crescimento das obrigações trabalhistas do clube. Segundo a recomendação, a recuperação judicial permitiria suspender temporariamente cobranças e execuções, além de viabilizar renegociações estruturadas do passivo.
Recuperação judicial já foi sugerida antes
A consultoria Alvarez & Marsal propôs um processo de nove anos para o clube enfrentar a dívida e manter a competitividade esportiva. A proposta incluía a recuperação judicial como ferramenta de reestruturação. Barcellos, no entanto, rejeita essa medida, argumentando que outras alternativas devem ser exploradas primeiro.
O presidente admitiu erros na avaliação do elenco e reconheceu que a decisão de investir pouco para evitar endividamento contribuiu para o risco de rebaixamento em 2025.
O Conselho Fiscal aprovou com ressalvas as contas de 2025, alertando que o clube apresentaria déficit superior a R$ 100 milhões se reconhecesse o efeito econômico da recompra de direitos da Liga Forte — uma obrigação que aumenta ainda mais a pressão sobre as finanças coloradas.
A diretoria recebeu prazo de 15 dias para responder aos apontamentos do Conselho Fiscal. Até a publicação desta matéria, o Inter não havia encaminhado manifestação formal.



