Inter tem 12 profissionais com futuro em cheque para o ano que vem
Decisões sobre técnico, dirigentes e jogadores cujos contratos vencem em 2026 serão tomadas pela próxima administração em contexto de aperto financeiro.
Créditos: Ricardo Duarte/Internacional A próxima administração colorada enfrentará escolhas delicadas quando assumir em 2027: definir a permanência de um técnico, dois dirigentes e nove atletas cujos contratos vencem neste ano. Enquanto os candidatos à presidência avançam na disputa, o clube já se prepara para decisões que redesenharão o elenco da temporada seguinte.
José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo disputam a cadeira de Alessandro Barcellos para o triênio 2027-29 em contexto de aperto financeiro. Os três precisam desenhar o planejamento futuro sem perder foco no presente, quando o Inter luta para escapar do rebaixamento.
Técnico e executivo: continuidade sob avaliação
Eduardo Baptista está no comando apenas pelos próximos 10 jogos, e seu futuro no tricolor dependerá dos resultados finais do Brasileirão e do julgamento da próxima gestão.
Fabinho Soldado, responsável pela condução do futebol, terá sua atuação na montagem do elenco e nas negociações de mercado avaliada antes de qualquer definição. Abel Braga, que funciona como elo entre a administração e o vestiário, também será analisado, embora a tendência seja sua permanência em 2027.
Goleiro e zagueiros: limite de estrangeiros e rendimento em xeque
Rochet enfrentava uma cláusula que renovaria seu contrato automaticamente se disputasse 60% das partidas. Frequentes passagens pelo departamento médico o afastaram dessa marca, complicando sua situação. Além disso, a partir de 2027, apenas oito estrangeiros poderão ser relacionados por partida em competições nacionais — atualmente o Inter conta com nove além dos garotos Denis Marfo e Benjamin.
Félix Torres, emprestado pelo Corinthians, também sofre com essa restrição. O zagueiro não se consolidou entre os titulares e cometeu erros decisivos que afetaram o desempenho. Villagra enfrenta o mesmo dilema da limitação de estrangeiros ao definir seu futuro na casa.
Volantes e meias: desempenho como fator determinante
Mercado possui cláusula que ativa sua compra se atingir 2800 minutos durante a temporada. Aos 39 anos, o argentino mantém regularidade mesmo com a idade sendo fator de debate na direção. Além da avaliação do clube, ele próprio precisará decidir se deseja continuar atuando ou encerrar a carreira — escolha que caberá ao futuro presidente viabilizar ou não.
Bruno Henrique, com 36 anos, foi titular com Pezzolano mas vem perdendo espaço com Baptista. Apesar da qualidade no passe, a idade entra na ponderação. Ronaldo segue marcado pela eliminação para o Fluminense na Copa do Brasil e nunca conseguiu se firmar no time.
Thiago Maia, comprado junto ao Flamengo, teve bom desempenho com Roger, caiu de produção depois e quase foi negociado com o Santos — sua continuidade será definida após o Brasileirão.
Atacantes: lesões e metas ambiciosas
Kayky, emprestado pelo Bahia, ainda não marcou nenhum gol e suas atuações foram discretas quando chamado. Uma lesão contraída nas férias o mantém em recuperação cirúrgica no tornozelo direito.
Alerrandro ganhou confiança de Eduardo Baptista e está emprestado pelo CSKA da Rússia com obrigação de compra se atingir 60% das partidas e marcar 15 gols — meta ambiciosa que dependerá de seu desempenho nas rodadas finais do campeonato.