O Internacional apresentou sua defesa ao Conselho Fiscal nesta quinta-feira, em um ofício de cinco páginas assinado pelo presidente Alessandro Barcellos. O clube respondeu seis dias depois do prazo de 15 dias estabelecido pelo órgão para esclarecer sua situação financeira.
O Conselho Fiscal havia questionado a transparência no uso dos cartões corporativos, cujas despesas somaram R$ 2,4 milhões entre janeiro e maio deste ano. Diante do endividamento, o órgão recomendou que o clube analisasse a recuperação judicial, e a direção respondeu ponto a ponto aos questionamentos.Pontos-chave
Rejeição da recuperação judicial
Sobre a recuperação judicial, o Inter confirmou que analisou a possibilidade, mas a descartou por enquanto. Conforme o ofício, o Conselho de Gestão aposta em alternativas como renegociar e alongar o passivo, administrar o fluxo de caixa, captar recursos, aumentar as receitas e adequar as despesas.
Com essa estratégia, o clube busca equilibrar as obrigações financeiras sem iniciar um processo formal de recuperação judicial. O envio do ofício encerra a manifestação da direção aos questionamentos e deixa o documento para análise do Conselho Fiscal.
🚨Inter responde ao Conselho Fiscal e rejeita, por ora, recuperação judicial
— Últimas do Inter! (@ultimasinter) 11 de setembro de 2026
Em documento, direção afirma que prioriza renegociação de dívidas, captação de recursos e aumento de receitas; gastos de R$ 2,4 milhões com cartões corporativos foram esclarecidos
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Defesa dos gastos com cartões corporativos
Sobre os gastos questionados, a direção detalhou que as despesas com hospedagem e alimentação decorrem de operações legítimas do futebol. “despesas com hospedagem decorrem principalmente da operação das delegações e dos deslocamentos relacionados às competições, envolvendo atletas, comissões técnicas, dirigentes e demais profissionais.
As despesas classificadas como alimentação, inclusive aquelas realizadas em Porto Alegre, abrangem gastos relacionados às atividades esportivas e demais necessidades operacionais do Clube, não se caracterizando, pela sua classificação ou pelo cartão utilizado, como despesas individuais de seus respectivos titulares”, informou o clube no documento.
A gestão argumentou que os valores classificados como alimentação em Porto Alegre e outras localidades estão vinculados às atividades esportivas e às necessidades operacionais do Inter. O clube afirmou que a classificação e o cartão utilizado não caracterizam as despesas como individuais dos respectivos titulares.
A direção também disponibilizou os dados completos dos cartões em uma ferramenta própria, para permitir o rastreamento de quem acessa essas informações.



