Inter não conseguiu nem metade do valor estipulado em venda de jogadores
Clube priorizou manter elenco competitivo em detrimento dos objetivos financeiros, aprofundando o déficit de 160 milhões.
Foto: Divulgação, Internacional O Internacional arrecadou R$ 65,1 milhões com a venda de jogadores nos primeiros sete meses de 2026. A meta orçamentária era de R$ 204,9 milhões para o ano inteiro. Com isso, o clube ficou com um rombo de quase R$ 140 milhões na receita projetada de transferências.
A diferença entre o valor projetado e o arrecadado contribuiu para o saldo negativo de R$ 160 milhões acumulado no período, segundo o balancete divulgado pela diretoria. A própria direção apontou a frustração nas negociações como um dos motivos desse resultado financeiro.
Parte da diferença entre o valor orçado e o realizado se explica por decisões de manutenção do elenco e por critérios contábeis. Algumas negociações de atletas foram registradas em 2025, embora as transferências tenham ocorrido depois, o que reduziu o volume de receitas de 2026.Inter orçou receber R$ 204,9 milhões em negociações de jogadores na temporada 2026
— Siga → Resistência Colorada (@rc_portal) 29 de setembro de 2026
Até o fim de julho, o balancete mostra que o Inter arrecadou R$ 65,1 milhões
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1. Rafael Borré
O retorno do atacante ao River Plate foi a negociação mais relevante do Inter na janela do segundo semestre. O acordo movimentou aproximadamente US$ 4,5 milhões, considerando todos os valores previstos no contrato entre os clubes.
2. Luis Otávio
O volante deixou o Beira-Rio rumo ao Orlando City, dos Estados Unidos, em operação avaliada em cerca de US$ 3,2 milhões. Esse montante correspondia à fatia de 90% dos direitos econômicos que pertencia ao Colorado.
3. Vitão
A saída para o Flamengo foi registrada na contabilidade do clube em 2025, embora a transferência tenha se concretizado depois. Por isso, o negócio não elevou a receita de vendas projetada para este ano e mostra como o registro contábil afeta o planejamento financeiro do Inter.
4. Ricardo Mathias
O mesmo ocorreu com o jogador que se transferiu para o Al Ahli. A operação também foi registrada no balanço do exercício anterior e ficou fora do cálculo da meta de vendas de 2026. Esses registros em exercícios diferentes prejudicaram o fluxo de caixa esperado para o período.
5. Johan Carbonero
O colombiano despertou interesse no mercado e chegou a ser cotado para deixar o clube diante de propostas de outras equipes. A diretoria preferiu exercer a opção de compra junto ao Racing e renovou o vínculo do atacante até dezembro de 2029, trocando a receita imediata pela manutenção da força competitiva do elenco.
6. Bruno Gomes
O volante atua no meio-campo e na lateral direita e ganhou relevância na equipe ao longo da temporada. Sua importância no elenco levou o Inter a descartar qualquer proposta de venda durante o ano. O clube manteve uma peça que se tornou estratégica taticamente.
7. Bernabei
O lateral-esquerdo estava entre os nomes que poderiam render receita ao clube se recebesse uma proposta concreta. Antes da retomada do segundo semestre, a própria diretoria colorada já apontava Bernabei e Borré como os principais candidatos a deixar o Beira-Rio. Apenas Borré saiu. Bernabei permaneceu para fortalecer a defesa.
8. A urgência por resultados em campo
A necessidade de buscar resultados em campo pesou contra a estratégia de gerar caixa com vendas. O momento esportivo delicado do Inter na janela de agosto dificultou a saída de jogadores considerados fundamentais. O departamento de futebol precisou escolher entre os objetivos financeiros e competitivos e priorizou a performance.Pontos-chave
9. O impacto no planejamento financeiro
Manter um elenco competitivo reduziu a receita esperada com vendas e afetou o balancete do clube. O cenário reforça um dilema recorrente no futebol brasileiro: equilibrar as contas sem abrir mão da competitividade em campo.
Para o Inter, preservar jogadores importantes deixou uma diferença de quase R$ 140 milhões entre o valor projetado e o que entrou com transferências. O rombo continua pressionando o planejamento e exige ajustes nas contas nos meses restantes da temporada.