Inter admite que ainda conta com problemas no gramado em virtude da enchente
Reforma radical do gramado e solo está prevista para após o Campeonato Brasileiro de 2026, coincidindo com preparativos para a Copa do Mundo Feminina 2027.
Foto: Miguel Noronha / Enquadrar / Estadão Conteúdo As consequências da enchente de maio de 2024 continuam marcando presença no Beira-Rio. O gramado do estádio colorido enfrenta dificuldades persistentes de escoamento de água, agravadas pela compactação do solo e pelos resíduos deixados pela inundação histórica que atingiu Porto Alegre e o complexo do Internacional.
Mesmo com o sistema de drenagem operando em sua capacidade máxima, as condições do terreno comprometem o desempenho esperado. Durante períodos de chuva intensa, água se acumula em áreas específicas do campo, prejudicando a qualidade das partidas disputadas na casa colorada.
Reforma radical planejada para 2027
Para resolver definitivamente o problema, o Inter planeja uma intervenção estrutural após o encerramento do Campeonato Brasileiro de 2026. A solução envolve remoção completa do solo atual e implantação de novo gramado, aproveitando o período de preparação do estádio para sediar a Copa do Mundo Feminina 2027, marcada para entre 24 de junho e 25 de julho.
Até lá, a equipe de patrimônio trabalha em medidas paliativas para minimizar os transtornos. A substituição integral abrangerá não apenas a superfície de grama, mas também o solo, identificado pelo próprio clube como elemento crucial para restaurar o sistema de drenagem e garantir condições ideais de uso.
O Internacional informou que há pontos de acúmulo de água no gramado do Beira-Rio após as chuvas das últimas horas. O clube atribui o problema também à compactação do solo e a resíduos das enchentes de 2024.
— Gols do Brasileirão ⚽️🇧🇷 (@golsdobrasil1) 24 de outubro de 2026
A equipe de manutenção trabalha para melhorar o campo antes da partida.… pic.twitter.com/lHqCQCqiXo
Rastro das enchentes no complexo Colorado
Em maio de 2024, as águas transbordaram e submergaram parcialmente o campo e outras dependências do Beira-Rio. O impacto imediato evidenciou-se em mudanças de coloração e degradação estrutural do gramado, exigindo recuperação emergencial para que o complexo voltasse a funcionar normalmente.
Com o reconhecimento oficial dos problemas remanescentes, a instituição assume que as consequências daquele desastre vão além do que intervenções superficiais conseguem resolver, tornando necessária uma reforma profunda que coincidirá com os preparativos para receber a competição feminina internacional.
Por que o clube não pode simplesmente secar o campo e jogar logo após a enchente?
Além dos danos visíveis — áreas sem grama e mudanças de coloração —, a água que submergiu o estádio contaminou o solo, deixando resíduos que prejudicam o crescimento e a qualidade da grama. O clube precisou de tempo para avaliar a extensão dos danos e decidir qual seria a melhor estratégia. Não era possível apenas enxugar o campo; era necessário intervir no solo contaminado, e isso levou semanas. Mesmo depois, o problema persistiu porque a profundidade do dano era maior do que inicialmente aparentava.