O Internacional corre risco de sofrer novos bloqueios de transferência. O presidente Alessandro Barcellos admitiu que novas punições provavelmente ocorrerão em entrevista coletiva após o empate sem gols com o Grêmio pelas quartas da Copa do Brasil.
O Inter já está proibido de registrar jogadores por três janelas. A punição foi aplicada porque o clube não pagou ao Midtjylland, da Dinamarca, pela compra do zagueiro Juninho em 2025.
O clube também tem outras pendências. O Dansoman Wise, de Gana, cobra o pagamento pela venda do volante Benjamin Ahrin, em 2025, e o Racing, da Argentina, exige o cumprimento de compromissos pela aquisição do atacante Carbonero, em janeiro de 2026.
DRAMA FINANCEIRO! 💸😳 O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, falou sobre a difícil situação econômica do clube e admitiu o risco de sofrer novos transfer bans.#BandSports #Internacional #Colorado #AlexandreBarcellos pic.twitter.com/xjMFKOZ9tu
— BandSports (@bandsports) 28 de agosto de 2026
Desafio do Internacional nas próximas contratações
Para contornar a restrição vigente, a diretoria correu para contratar na atual janela de transferências, que segue até 11 de setembro de 2026. Nesse período, o Colorado contratou os atacantes Niclas Eliasson e Antonio Sanabria, além do goleiro Matheus Cunha, do zagueiro Maripán e do meia-atacante Calebe.
Barcellos reafirmou o compromisso de quitar as dívidas, mas alertou que, diante do risco de novas punições, algumas negociações já estão em andamento.
Atrasos salariais e reorganização financeira
Além das restrições no mercado de transferências, o presidente confirmou atrasos nos vencimentos de atletas e outros funcionários. Por causa disso, a diretoria, a comissão técnica e o elenco decidiram não fazer concentração antes do clássico desta quinta-feira (27). Barcellos reafirmou que a prioridade do clube agora é regularizar os pagamentos de colaboradores, funcionários e jogadores.
Barcellos reconheceu que parte dos vencimentos dos jogadores continua em aberto, mas afirmou que, “nos últimos 80 dias”, o elenco entregou tudo em campo apesar das dificuldades financeiras.
O dirigente atribuiu os problemas à queda de receitas previstas para a temporada. Segundo ele, o clube deixou de arrecadar valores importantes com a venda de atletas e o patrocínio master.
Barcellos assumiu a responsabilidade pela situação como presidente e reforçou que o foco imediato é resolver o fluxo de caixa para garantir a viabilidade no curto prazo e buscar soluções de médio e longo prazo.
“Existe o risco. Provavelmente acontecerão. Vamos trabalhar para sanar isso. Mas a prioridade, nesse momento, vão ser as questões internas. Nunca escondemos a dificuldade financeira. Estamos dando prioridade para reequilibrar esses valores em aberto. O grupo de atletas tem parte de seus vencimentos em aberto.”



