Existem nomes que são identificados com determinado clube, a ponto de recusar uma investida de uma equipe adversária. O Internacional tem um caso exatamente como esse, com um xodó eterno da torcida que disse não ao Grêmio, descartando qualquer possibilidade de trabalho pelo eterno rival do Colorado no futebol brasileiro.
Recentemente, em entrevista ao lado de Luiz Felipe Scolari, em um especial da RBSTV, Abel Braga reafirmou sua identificação com o Internacional e garantiu que não trabalharia no Grêmio — a não ser em um cenário hipotético anterior à sua primeira passagem pelo Beira-Rio, ainda nos anos 1980. Hoje, Abelão ocupa o cargo de diretor técnico do clube, função assumida após colaborar na arrancada que evitou o rebaixamento do Inter nas rodadas finais de 2025.
Ao abordar o assunto, o ex-treinador foi direto ao explicar o peso da trajetória construída com o Colorado: “Se fosse antes da minha história, eu iria. Depois, não. Não existe a mínima chance. Sou vermelho na alma. Há um respeito enorme. Estive aqui em 88, 91 e 95, e a ligação ficou muito forte”, declarou, conforme publicação da GZH.
ABEL BRAGA SEGUE NO INTER! ❤️🇦🇹
— Sport Club Internacional (@SCInternacional) December 12, 2025
Ídolo colorado é o novo Diretor Esportivo do Clube do Povo! Com contrato assinado até dezembro de 2026, Abelão inicia sua nona passagem no Internacional, a primeira fora da casamata, e já começou os trabalhos de reformulação do Departamento de… pic.twitter.com/0iz2dXLsmD
Ex-técnico pensou em demissão após disputa de final
Durante a conversa — que também contou com Fernando Carvalho e Carlos Miguel — Abel relembrou momentos decisivos de 2006, especialmente após a derrota no Campeonato Gaúcho para o Grêmio. Segundo ele, chegou a acreditar que seria demitido depois da final.
“Quando perdemos o Gauchão, pensei que cairia. Empatamos em 0 a 0 no Olímpico e estávamos vencendo no Beira-Rio. Aí surgiu uma bola alçada na área, eles marcaram e o título escapou. Entrei no vestiário chutando tudo. Fui para a sala com o Leomir achando que seria dispensado. Mas o Carvalho apareceu e nos deu respaldo. Aquilo me deu uma força enorme. Eu só queria que chegasse terça-feira, porque segunda era folga. Ia dizer aos jogadores que, já que eu tinha ficado, eles teriam que dar a vida para conquistar a Libertadores”, recordou.



