A goleada sofrida diante do Santos, por 3 a 2, no Beira-Rio, colocou o cargo de Paulo Pezzolano em xeque, mas a diretoria colorada decidiu manter o treinador. O executivo de futebol Fabinho Soldado assumiu a defesa pública do comandante e de toda a comissão técnica.
Para o dirigente, trocar o comando agora não resolveria a crise que o Inter enfrenta na tabela do Brasileirão. O time segue dentro da zona de rebaixamento, e a torcida cobra uma reação urgente antes que a situação piore ainda mais.
A defesa de Fabinho ao treinador
Questionado sobre a escolha de manter Pezzolano mesmo após o revés, Fabinho garantiu que ainda existe confiança no trabalho iniciado no começo do ano. Segundo ele, o técnico segue motivado a extrair o melhor rendimento do elenco, apesar da sequência ruim de resultados.
“Enquanto tiver esse entusiasmo do treinador, mesmo perdendo o jogo da forma que está acontecendo, ele se sente ainda motivado a continuar a tirar o melhor dessa equipe. É com esse trabalho que acreditamos e vamos seguir trabalhando dia a dia para que possamos realmente melhorar”, disse Fabinho.
O que seria o “Os jogadores estão se empenhando, apesar dos resultados ruins. Estamos passando por dificuldades, mas o grupo está correspondendo no dia a dia de trabalho no CT. Não precisamos de um fato novo (demissão do técnico). Precisamos acreditar no trabalho que começou em janeiro e seguir em frente em busca da recuperação. Está muito claro que precisamos dar uma resposta” para o clube
Fabinho rejeitou a ideia de que uma mudança na comissão técnica representaria, de fato, uma solução imediata para o momento ruim vivido pelo time gaúcho. Para ele, esse tipo de decisão precipitada não teria garantia nenhuma de dar certo.
“O fato novo, o que é neste momento? Não é fato novo. O que precisamos é continuar acreditando, junto com esse trabalho que iniciou em janeiro. Fazer algo mais sempre com este espírito que a gente está precisando daqui para frente. O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção que daria certo?”, questionou o executivo.
Na sequência, ele foi direto ao apontar qual caminho o clube pretende seguir dali para frente.
“Os jogadores estão se empenhando, apesar dos resultados ruins. Estamos passando por dificuldades, mas o grupo está correspondendo no dia a dia de trabalho no CT. Não precisamos de um fato novo (demissão do técnico). Precisamos acreditar no trabalho que começou em janeiro e seguir em frente em busca da recuperação. Está muito claro que precisamos dar uma resposta”, destacou Fabinho.
Fabinho Só Papo: “O fato novo é ganhar jogos”
— Cria do Mofo (@Cria_do_Mofo) 6 de setembro de 2026
A maior vergonha dessa gestão do Internacional é sempre a próxima pic.twitter.com/cBtEUOfPyg
Time perde com um a menos em campo
Na partida contra o Santos, o Inter foi dominado na etapa inicial. E chegou ao intervalo perdendo por 3 a 0, ainda com um jogador a menos após a expulsão de Matheus Bahia. Na segunda etapa houve reação, com o placar reduzido para 3 a 2, mas o resultado negativo já estava consumado.
Com o tropeço, o time gaúcho permanece dentro do Z-4 do Campeonato Brasileiro. Com 25 pontos, o clube está três atrás do Mirassol, primeiro time fora da degola, mas acumula duas vitórias a menos que o rival direto na briga contra o rebaixamento.
Próximo desafio contra a Chapecoense
O Inter volta a campo no sábado, às 17h, diante da lanterna Chapecoense, na Arena Condá. A missão colorada é simples: vencer para aliviar a pressão que cresce a cada rodada sem vitória.
Fabinho reforçou que a cobrança por resultados não deve recair sobre a comissão técnica, mas sobre o desempenho dentro de campo. “O nosso torcedor merece uma resposta rápida, o quanto antes. Ele merece que a gente faça melhor. Não tem ninguém satisfeito com esse momento”, afirmou o executivo.
Ele ainda destacou o comprometimento do elenco nos treinamentos, mesmo diante da sequência de resultados ruins e da pressão crescente da torcida. Para o dirigente, o grupo mantém o empenho necessário para buscar a reação já contra o time catarinense, no próximo sábado.



