O comando atual do Internacional abriu a possibilidade de antecipar a mudança de poder no clube, mas a proposta depende de um acordo ainda não alcançado.
Durante reunião na segunda-feira (7), o presidente Alessandro Barcellos propôs antecipar a transição, desde que os três pré-candidatos à presidência — José Amarante. Leonardo Aquino e Roberto Melo — cheguem a um consenso sobre quem assumirá e como será composto o Conselho de Gestão.
O encontro reuniu os três pré-candidatos, integrantes do Conselho de Gestão e conselheiros atuantes do clube para avaliar se havia espaço para a negociação. Se chegarem a um acordo sobre um único nome para presidente e uma chapa integrada, a troca de comando poderá ocorrer imediatamente, sem eleição em novembro nem votação entre os conselheiros.
🚨O presidente Barcellos apresentou uma proposta para iniciar imediatamente o processo de transição entre as gestões do Inter.
— Últimas do Inter! (@ultimasinter) 9 de setembro de 2026
No entanto, para que isso ocorra, os pré-candidatos da oposição precisam chegar a um consenso de CHAPA ÚNICA.
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Os obstáculos para unificação
Os três pré-candidatos, porém, seguem caminhos distintos. Cada um mantém seu projeto e sua base de apoio entre os conselheiros, e a recusa em ceder o nome da presidência bloqueia qualquer negociação no momento.
Sem disposição para unificar forças, a tendência é que a eleição ocorra normalmente em novembro, em um processo tradicional e competitivo, sem aclamação pelo Conselho Deliberativo.
As movimentações dos candidatos
Enquanto a negociação interna avança, Roberto Melo desenvolve ações para reforçar sua candidatura. O pré-candidato negocia a contratação do meia Claudinho, do Zenit, para 2024 caso seja eleito. O clube russo exige 25 milhões de euros pela transferência.
Melo também abriu conversas com Everton Ribeiro, volante do Flamengo cujo contrato termina em breve. As negociações sugerem que os candidatos apostam em propostas concretas para conquistar o apoio dos conselheiros, em vez de buscar a unificação sugerida.
O que vem pela frente
Os participantes avaliaram a receptividade de cada grupo à proposta de chapa única e se havia espaço para negociação. Por enquanto, a transição imediata depende de um acordo que não dá sinais de estar próximo. O eleitorado colorado retornará às urnas em novembro para escolher o próximo presidente e manterá o processo eleitoral tradicional.



