Um manifesto em defesa da regulamentação dos jogos online, divulgado na noite de quinta-feira (17), não teve a assinatura do Inter. Entre os 20 times da elite do futebol brasileiro, 15 aderiram ao texto, enquanto o Inter integrou o grupo minoritário de quatro clubes que ficaram de fora da iniciativa.
O movimento dos clubes surge como reação a uma medida provisória em estudo pelo governo federal. O texto do governo prevê a retirada dos jogos virtuais da categoria de apostas de cota fixa, prevista no inciso 2 do artigo 3º da Lei 14.790, sancionada em 2023 para regulamentar esse mercado no país.
A medida manteria intactas as apostas esportivas tradicionais e se concentraria exclusivamente nos cassinos online.
Por que os clubes se mobilizaram
Os clubes justificam a mobilização pelos impactos das apostas na renda das famílias brasileiras, sobretudo as mais vulneráveis. Eles defendem a regulamentação para manter o atual modelo de financiamento da indústria do futebol.
O texto preparado pelo governo federal está pronto para publicação. A expectativa é que a medida seja divulgada na próxima terça-feira (22), se o presidente Lula a aprovar. A divulgação deve marcar um momento crítico para o debate sobre a regulamentação do mercado de apostas no país.
A posição do Inter diante do debate
Procurado pela reportagem, o Inter explicou sua posição em nota. Segundo o clube, é preciso lidar com os impactos sociais gerados pela atividade, ainda que a entidade veja com receio como as mudanças propostas podem afetar o financiamento que hoje sustenta o futebol brasileiro.
Na nota, o clube se coloca à disposição para colaborar com avanços que tornem o futebol brasileiro mais sustentável, mesmo sem ter aderido ao manifesto assinado pelos outros 15 clubes. Além do Inter, Athletico-PR, Bahia, Coritiba e Remo também não aderiram ao movimento na primeira divisão.



