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Home De Olho no Adversário

Enquanto dívida do Inter não chega a R$ 1 bilhão, grande rival está devendo muito mais

Leandro Por Leandro
3 de maio de 2026
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A situação financeira do Internacional ainda exige atenção, embora já apresente sinais de recuperação em comparação a anos recentes. Informações relativas a 2025, enviadas pela diretoria para avaliação do Conselho Fiscal, apontam redução no endividamento e crescimento nas receitas. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o clube registrou superávit de R$ 8,9 milhões.

Mesmo com essa evolução, o nível da dívida permanece elevado e, no formato atual, é considerado difícil de administrar sem mudanças estruturais. O passivo total recuou de R$ 977 milhões no fim de 2024 para R$ 940 milhões em dezembro de 2025. Ao considerar apenas os principais grupos da dívida, também houve queda, de R$ 860 milhões para R$ 809 milhões.

Dívida do Corinthians é bem mais grave

Mas, se você acha que a situação do Inter é grave, do grande rival interestadual Corinthians, o cenário é ainda pior. O clube paulista apresentou seu balanço financeiro de 2025 com números que escancaram a pressão sobre as finanças do clube. O resultado líquido do período foi um déficit de R$ 143,4 milhões, o que ampliou o patrimônio líquido negativo para R$ 774,1 milhões — no ano anterior, esse valor era de R$ 425,2 milhões.

Créditos: Ricardo Duarte/Internacional

A dívida total, somando compromissos de curto e longo prazo, atingiu R$ 2,75 bilhões, reforçando o cenário de fragilidade econômica. Ainda assim, as contas foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo na última segunda-feira (27/4), por 106 votos a favor e 68 contra.

A aprovação ocorreu mesmo diante de recomendações com ressalvas feitas pelo Conselho Fiscal, pelo Cori e pela auditoria independente responsável pela análise das demonstrações.

Apesar do prejuízo, o clube manteve uma alta capacidade de geração de receitas. A arrecadação operacional bruta chegou a R$ 863,7 milhões em 2025. Os direitos de transmissão seguiram como principal fonte, com R$ 233,9 milhões, praticamente repetindo o desempenho do ano anterior.

As receitas comerciais, que englobam patrocínios, publicidade e ações de marketing, somaram R$ 252,2 milhões — valor inferior aos R$ 277,6 milhões de 2024, quando houve impacto de receitas extraordinárias em contratos.

A Neo Química Arena teve papel importante no resultado. A bilheteria cresceu 26% e alcançou R$ 118,6 milhões, impulsionada por uma média de 41.840 torcedores pagantes por jogo. Já o programa Fiel Torcedor arrecadou R$ 61,7 milhões.

Em contrapartida, a venda de jogadores caiu de forma acentuada. As negociações renderam R$ 107,4 milhões, uma queda de 68% em relação aos R$ 338,4 milhões registrados em 2024.

Pelo lado das despesas, o principal impacto veio da folha salarial. Os gastos com pessoal e encargos chegaram a R$ 571,2 milhões. Além disso, o clube teve despesas financeiras líquidas de R$ 58,1 milhões, pressionadas por juros, empréstimos e atualizações monetárias.

A atual gestão, comandada por Osmar Stábile desde maio de 2025, atribui parte do resultado negativo a ajustes contábeis relacionados a exercícios anteriores. Segundo o relatório, os números refletem revisões realizadas durante o processo de reestruturação financeira.

Entre as ações destacadas está o acordo tributário com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que reduziu débitos estimados em R$ 1,27 bilhão para R$ 678,9 milhões — considerado um passo importante no plano de reorganização.

Mesmo assim, a auditoria da Parker Russell Brasil emitiu parecer com ressalvas. O documento aponta limitações na análise da estrutura financeira da arena, falhas em controles de caixa e fornecedores, além de questionamentos sobre o reconhecimento antecipado dos efeitos do acordo com a PGFN.

Segundo os auditores, esse procedimento teria inflado o resultado do exercício em cerca de R$ 593,2 milhões. Ainda diante dessas observações, a diretoria mantém a defesa do modelo associativo e acredita que medidas em andamento — como o Regime Centralizado de Execuções (RCE) — podem levar à recuperação financeira sem a necessidade de transformação em SAF.

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Leandro

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