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Émerson Silva: Internacional e o ‘Asilo de Ases’

Foto: Divulgação / Inter
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Depois de 129 dias parado, enfim o futebol voltou. E com um clássico Gre-NAL. O que poderia ter sido um dia feliz ao torcedor colorado, se tornou em pesadelo no fim da noite. Mesmo que  – na história – as estatísticas nos colocam em situação confortável (156 vitórias do Inter contra 135 empates e apenas 134 vitórias do Grêmio), estamos em um jejum de 8 clássicos e a balança precisa mudar. E para acabar esse jejum, o Inter precisa mudar certas raízes que perduram dentro do clube.

Um dos principais problemas do Inter é a média de idade do time que enfrentou o Grêmio. Em se tratando do elenco como um todo, o ingresso de jogadores como Marcos Guilherme e Boschilia somado com a ascensão de alguns jogadores provenientes da base reduziu a média da idade elevadíssima que era ano passado. Entretanto, se realizarmos apenas a comparação dos dois times que se enfrentaram no clássico 425, o time do Grêmio ainda é mais jovem.

Veja os números:

Média de Idade dos jogadores do Inter:

  • Elenco: 26,00 anos
  • Gre-NAL 425: 28,57 anos

Média de Idade dos jogadores do Grêmio:

  • Elenco: 26,83 anos
  • Gre-NAL 425: 27,75 anos

Na prática, isso representa que mesmo o elenco do Grêmio tendo uma média de idade superior à média do elenco do Inter, o clube rival aproveita mais os jovens em confrontos. E isso incomoda o torcedor, incluindo também este colunista. Não é admissível ver jogadores como Guilherme Pato e Peglow estarem atrás na linha de sucessão em comparação a opção que entrou ontem. Assim como, pelo futebol apresentado por alguns jogadores estrelados, o torcedor fica indignado ao ver o clube dispensar jogadores como Netto e Zé Aldo. Também não entendo motivo do Nonato ficar fora do banco de reservas, pois, mais jogador que alguns dos que participaram do clássico, todos sabemos que ele é.

Se compararmos no que diz respeito a parte financeira, a situação fica ainda mais embaraçosa. Os salários e direitos do principal meia e do principal atacante do Inter juntos representam 20% da folha salarial do clube. Apenas dois jogadores, representam um quinto da folha! Isso começa a ficar insustentável e o torcedor acaba perdendo a paciência. Tudo o que a direção pediu ao torcedor, o torcedor fez: lotou estádios, aumentou quadro social em vários momentos distintos (na série B, na volta à Libertadores, na pandemia…), etc. Em contrapartida? Insistem em medalhões que dão um custo benefício baixo e dispensam a base, renunciando ativos que historicamente o Inter revelou e usou para se manter. De certa forma, nos últimos 5 anos o Inter deixou de ser o “Celeiro de Ases” e passou a ser um acumulador de jogadores de média idade ou idade avançada para revenda. No mesmo período, não é apenas coincidência que deixou de ganhar clássicos e vem constantemente perdendo títulos que não deveria perder (Gauchão, Série B, Copa do Brasil). Isso precisa mudar urgentemente.

Insisto, retoricamente, que o clube precisa urgentemente apostar mais no “patrimônio de ouro” que são os guris da base. Jogadores como Nonato, Praxedes, Cesinha, Peglow, Pato e Heitor precisam constantemente aparecer. O nosso treinador tem competência para trabalhar com esses jovens e já mostrou interesse nisso. Ao colocar Praxedes em campo ontem, o treinador demonstrou a vontade pessoal que esse guri tenha sequência nessa temporada. Mas essa coragem precisa também prevalecer aos demais jovens jogadores e, para isso, certos “carteiraços” devem ser abandonados.

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