A eliminação na Copa do Brasil diante do Fluminense escancarou um problema que já vem corroendo o desempenho do Internacional há meses: o time quase sempre sai atrás no placar.
A derrota simbólica no Maracanã – com empate em 1 a 1 e gol sofrido logo no início – expôs mais uma vez a dificuldade da equipe em começar bem as partidas, o que tem custado caro nos principais torneios do ano.
Nos últimos 4 meses, o Inter saiu atrás no placar em 16 dos 22 jogos disputados, o que representa 72% das partidas. É um índice alarmante para uma equipe que se propõe a disputar títulos em nível nacional e continental.
A tendência, além de preocupante, se repete de forma quase automática: o Colorado foi vazado primeiro nos últimos 4 jogos seguidos, contra Vasco, Fluminense (ida e volta) e São Paulo.
A dificuldade em reagir após levar o primeiro golpe tem sido um ponto fraco evidente no time de Roger Machado. Ainda que o treinador tenha tentado reforçar o sistema defensivo com mudanças no elenco e na estrutura tática, os números mostram que o problema persiste.
A equipe até consegue pontuar em algumas ocasiões, mas o esforço para buscar empates ou viradas frequentemente não é suficiente — como ficou claro diante do Tricolor carioca.
A sequência de jogos saindo atrás no placar também contribui para a crescente impaciência da torcida, que exige mais do que promessas e discursos.
O Inter vive um momento delicado, e a quebra desse padrão será fundamental para qualquer ambição que ainda reste em 2025.
A sina persiste. E o tempo está se esgotando.



