Eduardo Baptista falou sobre trabalhar no Inter ano que vem
Baptista afirma que os próximos dois jogos, contra Corinthians e Gre-Nal, podem virar a chave para resolver a situação do Internacional.
Créditos: Internacional/Reprodução Eduardo Baptista disse que pretende permanecer no Internacional por um longo período, na véspera de sua estreia no comando do clube contra o Corinthians, no Beira-Rio. Em entrevista ao InterCast, o técnico falou sobre os desafios imediatos e os planos de longo prazo no projeto colorado.
Baptista enfatizou que “Eu não vim aqui para dois meses. Eu saí de um trabalho consolidado no Criciúma, que fatalmente vai ter o acesso, mas eu sei o que eu deixei para trás. Não vim só para tirar o Inter do rebaixamento, mas eu vim por um contrato longo, para poder fazer um trabalho em um grande clube, em um grande centro e poder construir algo maior. Que a gente possa ter muitas vitórias aqui. O Inter é muito grande para estar em uma situação como essa”, disse ao InterCast.
O foco inicial permanece nos 10 jogos finais do campeonato, com objetivo de escapar do rebaixamento em rodada decisiva.
InterCast com EDUARDO BAPTISTA! 🎙️
— Sport Club Internacional (@SCInternacional) 6 de outubro de 2026
Os trabalhos realizados durante a Data FIFA, a importância da torcida na reta final de Brasileirão, os objetivos para a trajetória no Beira-Rio e muito mais. Na véspera do retorno colorado aos gramados, a TV Inter… pic.twitter.com/QBscLpzI1h
Organização tática e versatilidade do elenco
O treinador explicou sua escolha pelo esquema com três zagueiros, formação que testou no Novorizontino na Série B em 2023 e 2024. Segundo Baptista, essa organização defensiva surgiu da necessidade de se adaptar a diferentes desafios enfrentados em trabalhos anteriores, tanto no Atlético-Go quanto na Ponte Preta e no Sport.
A estrutura oferece flexibilidade na construção do jogo e na proteção defensiva, permitindo ajustes conforme o adversário.
Ao avaliar o elenco colorado, Baptista destacou a versatilidade dos jogadores disponíveis. Sobre Bruno Gomes, mencionou que o atleta oferece “Temos que entender o que se tem em mãos. Um exemplo real é o Bruno Gomes. Ele te dá um leque de movimentos. Hoje, todos os times vão construir em uma linha de três homens. Automaticamente, precisa proteger a linha inicial. Mas ter um jogador que sai dessa linha e busca o encaixe no adversário ele te dá ferramentas para você poder jogar” que ajuda a construir a defesa com segurança e sair em busca do encaixe no adversário. Bernabei, por sua vez, é estimulado a buscar o enfrentamento pelo corredor, combinando defesa e ataque.
“Nós temos jogadores inteligentes. Jogadores com uma, duas e até três funções. O Bernabei faz bem o corredor e e estamos estimulando o 1 para 1, para ele buscar o enfrentamento contra o adversário. Se a bola vem pelo outro lado também queremos que ele tenha presença de área para fazer gol. Não vejo ele no seu melhor potencial jogando por dentro. Ele não para, é incansável, veloz”, resumiu o técnico ao InterCast, acrescentando que pretende desenvolver o potencial ofensivo do lateral, inclusive sua presença de área para fazer gol.Pontos-chave
Próximos compromissos: Corinthians e Gre-Nal
Baptista vê os próximos jogos como oportunidade crítica para mudar o rumo da temporada. Antes da estreia contra o Corinthians no Beira-Rio, Baptista disse ao InterCast que “É a grande oportunidade nossa. Eu acredito muito que, com dois bons resultados, a nossa situação poderá ser melhor resolvida. Não podemos abrir a camisa para o adversário atirar. O nível de concentração é sobre isso. Sei o poder de um Gre-Nal, mas o Corinthians vem primeiro. E eu já entendi que a rivalidade contra o Corinthians é grande também. Eu falei para eles: esses dois jogos podem virar a chave de um jeito que ninguém está esperando. Mas eu estou vindo de fora e estou vendo isso. Há o fator confiança que a gente busca a cada dia”.
Antes de chegar ao Internacional, Baptista assistiu a todos os jogos do time e observou que a equipe tinha bons momentos, mas levava gols em horas erradas. Agora, o trabalho tático busca equilibrar blocos altos, médios e baixos de marcação.
O técnico definiu a estratégia como “A partir do momento que eu acertei com o Inter, eu assisti todos os jogos. Muitas vezes o time tinha bons momentos, mas levava o gol na hora errada. O jogo contra o São Paulo não foi ruim. Temos que ser equilibrados. É tomar cuidado na hora de marcar. A gente fala muito em ajustar a altura do nosso bloco de marcação. Trabalhamos com bloco alto, médio e baixo. Temos a opção por dentro com jogadores técnicos como o Alan, mas também oferecemos os lados. É um jogo de xadrez, onde vai ser mexendo com o seu adversário sem se atirar de maneira perigosa. Claro que teremos riscos, mas um risco controlado e equilibrado”, em que os riscos são calculados e controlados para evitar exposição perigosa.
O contrato de Baptista com o Inter inclui bonificação caso consiga salvar o clube do rebaixamento, o que reforça seu compromisso com a permanência no clube.
Depois de consolidar seu trabalho no Criciúma desde maio do ano anterior. O técnico busca construir algo maior no Internacional, unindo a missão imediata de escapar do rebaixamento à visão de longo prazo para o projeto colorado.