A crise vivida pelo Internacional em 2025 ganhou mais um capítulo extracampo na noite de segunda-feira, quando o empate frustrante diante do Santos, no Beira-Rio, acabou ofuscado pela polêmica envolvendo as músicas tocadas antes da partida. Douglas Burckardt, o DJ Xaropinho — responsável pelo som do estádio em dias de jogo — virou alvo de críticas nas redes sociais após colocar para tocar a canção que viralizou com o trecho “Nós vai descer (sic)”, expressão que, em meio ao risco de rebaixamento, caiu como uma bomba entre torcedores. O momento do clube, já tensionado pela tabela, fez com que a escolha fosse interpretada como insensível e completamente inadequada para um ambiente que precisava de concentração total.
Em entrevista exclusiva à Rádio Grenal, Xaropinho tentou se justificar e rebateu qualquer insinuação de que teria agido com deboche ou provocação. Segundo ele, o repertório já estava definido antes e não tinha qualquer intenção negativa: “Essas músicas faziam parte do meu repertório. Eu, como DJ do Beira-Rio e colorado, jamais faria alguma coisa pra prejudicar o Inter”. O profissional, que não é funcionário do clube, mas contratado apenas para dias de jogo, mostrou incômodo com a repercussão e afirmou que sempre trabalhou com respeito à instituição.
A direção colorada, por sua vez, não informou se houve controle prévio da playlist, o que gerou ainda mais questionamentos internos e externos. Em meio à turbulência, o empate por 1 a 1 complicou ainda mais a situação do Inter na tabela, mantendo a equipe perto da zona de rebaixamento e pressionando jogadores, comissão técnica e diretoria.
O clima no Beira-Rio é de tensão máxima. A torcida demonstra impaciência, o elenco sente o peso do momento e qualquer movimento extracampo — seja uma música, uma declaração ou uma decisão administrativa — acaba potencializado pelo contexto. A reta final do Brasileirão promete ser angustiante e cada detalhe, dentro e fora das quatro linhas, terá impacto direto no futuro colorado.



