Antes de investir na contratação de um novo centroavante, o Internacional enfrenta um problema financeiro que pode dificultar a chegada de Alex Arce, do Independiente Rivadavia. O bloqueio judicial de R$ 11,58 milhões nas contas do clube, determinado pela 3ª Vara Cível de Porto Alegre, freou as negociações pelo atacante paraguaio, considerado o principal alvo para substituir Rafael Borré.
A diretoria aguarda os próximos desdobramentos do caso antes de avançar na contratação. O próprio Inter já reconheceu as limitações financeiras para reforçar o elenco nesta janela de transferências. O clube argentino pede cerca de US$ 3,5 milhões para negociar Arce, destaque da atual edição da Libertadores. O atacante, que defendeu a seleção do Paraguai na última Copa do Mundo, foi peça importante na campanha do Independiente Rivadavia rumo às oitavas de final do torneio continental.
O bloqueio faz parte de uma das quatro ações movidas pelo empresário Delcir Sonda, ex-parceiro do Internacional, que cobra aproximadamente R$ 60 milhões. O Colorado, porém, contesta os valores e afirma que a dívida é inferior ao montante reivindicado.A decisão da juíza Debora Kleebank autorizou o bloqueio de recursos financeiros do clube e, caso o valor não seja encontrado nas contas, prevê ainda a identificação de veículos registrados em nome do Inter para eventual restrição de transferência.
O principal impasse tem origem na negociação envolvendo Andrés D’Alessandro, em 2008. Na época, a DIS Esportes, empresa da qual Delcir Sonda era sócio, detinha 50% dos direitos econômicos do meia. Quando o argentino deixou o Beira-Rio em 2020 sem gerar receita, a empresa passou a cobrar judicialmente uma compensação.
Além desse processo, o empresário também busca receber valores referentes a dois empréstimos feitos ao clube em gestões anteriores. Enquanto Sonda calcula a dívida em cerca de R$ 60 milhões, o Internacional sustenta que o passivo atualizado gira em torno de R$ 32,7 milhões, considerando todas as ações em andamento.



