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Revista Colorada

Dirigente fala que ex-Inter, Oscar, não morreu por pouco

Rui Costa afirmou que Oscar não morreu porque seis cardiologistas do Hospital Albert Einstein estavam no CT e o socorreram imediatamente.

Rodrigo Simões

Dirigente fala que ex-Inter, Oscar, não morreu por poucoFelipe Lucenna / São Paulo

Oscar sofreu um colapso cardíaco no CT do São Paulo em novembro de 2025, mas foi salvo por especialistas do Hospital Albert Einstein que estavam no local no momento do incidente. O ex-meia-atacante, que defendeu o Internacional entre 2010 e 2012, escapou de uma tragédia por meros minutos.

Rui Costa, ex-executivo de futebol do São Paulo, disse que o acaso foi decisivo naquele dia. O dirigente elogiou a qualidade técnica de Oscar e a dedicação do jogador em seu retorno ao futebol brasileiro, mas afirmou que nenhuma virtude profissional teria importância sem a presença dos cardiologistas.

O atendimento no CT do São Paulo

“Estava a cada dia melhorando, a cada dia trazendo mais qualidade. Ele jogava demais. Mas diante do que ele passou, essa minha manifestação não tem nenhuma força. Porque ele não morreu por um milagre divino. Ele tem um mal súbito no dia em que tinha, sei lá, seis cardiologistas do (Hospital Albert) Einstein dentro do CT e que imediatamente o socorreram.”

“Se ele estivesse em um dia normal de treino, tivesse tido um mal súbito que ele teve, que eu não quero entrar em detalhes aqui porque eu não sou médico, talvez ele tivesse falecido.”

Costa afirmou que, diante do que Oscar passou, os elogios não tinham força: o jogador não morreu por um milagre divino, mas porque seis cardiologistas do Hospital Albert Einstein estavam no CT e o socorreram imediatamente.

Retorno interrompido

Oscar retornou ao futebol brasileiro em 2025 após sete anos atuando profissionalmente na China. A intenção era encerrar a carreira onde tudo começou, no São Paulo. Porém, problemas de saúde — incluindo uma fratura em três vértebras que o afastou por três meses — transformaram seu retorno numa trajetória marcada por limitações físicas.

Aos 34 anos, o atleta se aposentou em dezembro de 2025. Sua passagem final pelo Tricolor registrou apenas dois gols em 21 partidas.

Ainda assim, sua influência no Internacional, entre 2010 e 2012, deixou marcas mais profundas: 70 jogos, 19 gols, dois títulos do Campeonato Gaúcho. E a Recopa Sul-Americana de 2011, quando marcou 13 gols em 44 partidas decisivas para a consolidação de seu talento no futebol brasileiro.

Como a síndrome vasovagal causa desmaio

Oscar teve uma síndrome vasovagal durante o exame médico no CT. O nervo vago, responsável por controlar funções involuntárias do corpo, como os batimentos cardíacos e a pressão arterial, reage de forma exagerada. Com isso, o coração desacelera e os vasos sanguíneos se dilatam, provocando uma queda abrupta da pressão arterial.

A queda reduz a quantidade de sangue que chega ao cérebro, deixando-o temporariamente sem oxigênio suficiente. Essa falta de oxigênio provoca o desmaio. Diferentemente de um colapso cardíaco comum, nesse caso o coração não para de funcionar, mas desacelera demais e faz a pessoa perder a consciência.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria sobre Oscar
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Oscar sofreu um colapso cardíaco no CT do São Paulo em novembro de 2025 e foi salvo por especialistas do Hospital Albert Einstein presentes no local.
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Rui Costa afirmou que a presença dos seis cardiologistas do Einstein no CT foi decisiva para o socorro imediato e para evitar a morte de Oscar.
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Oscar teve uma síndrome vasovagal durante exame médico, em que o nervo vago provoca desaceleração cardíaca e queda abrupta da pressão arterial, levando ao desmaio.
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O retorno de Oscar ao futebol brasileiro em 2025 foi marcado por problemas de saúde, incluindo fratura em três vértebras que o afastou por três meses.
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Aos 34 anos, Oscar se aposentou em dezembro de 2025; em sua última passagem pelo São Paulo marcou dois gols em 21 partidas.
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No Internacional (2010–2012), Oscar disputou 70 jogos, marcou 19 gols e conquistou dois títulos do Campeonato Gaúcho e a Recopa Sul-Americana de 2011.


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