Aos 19 anos, João Victor entrou na etapa final da vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense e foi uma das novidades do Inter em campo, atuando fora de sua posição de origem. Colocado na ala direita, o jovem despontou como mais uma opção para Pezzolano.
Formado como atacante, João Victor terminou o jogo na ala direita, setor diferente do que costuma ocupar. O que mais se destacou em sua atuação, porém, foi justamente a solidez na marcação, aspecto pouco associado ao seu perfil ofensivo.Pontos-chave
Números que chamaram atenção
Durante o tempo em que esteve na Arena Condá, o jogador do Inter fez cinco recuperações de bola. Ganhou a única disputa de bola aérea que teve e triunfou em dois dos três embates pelo chão, sem ser driblado nenhuma vez.
A falta que cometeu também foi positiva: evitou um contragolpe perigoso da Chapecoense em um momento delicado do jogo. Depois de mais de um mês afastado por lesão muscular, João Victor voltou à equipe nessa partida.
Impacto na engrenagem tática
Com a entrada do jovem, Pezzolano remodelou a equipe: Vitinho passou a atuar pela esquerda e Bernabei foi adiantado. A mudança reforçou a defesa do lado esquerdo, oposto ao de João Victor, e equilibrou o Inter.
Internamente, o Inter vê Vitinho como o atacante de maior poder de finalização do elenco. Como não tinha uma opção natural para a ala, porém, o clube o escalava ali quase sempre e, no ataque, quase nunca.
Caminho até a estreia
A ideia de usar o jovem na ala já existia antes da pausa para a Copa do Mundo. Uma lesão muscular, no entanto, interrompeu o processo justamente quando ele começava a ganhar espaço entre os profissionais.
Ficou fora dos dois clássicos Gre-Nal e dos duelos contra Bahia e Santos, sendo relacionado novamente apenas nas partidas seguintes. A estreia no Campeonato Brasileiro veio diante da Chapecoense, no retorno aos jogos. Vindo do Vasco, João Victor está no Inter desde 2024, se destacou nas categorias de base e balançou as redes pelo time principal ainda nesta temporada.
O vínculo do jogador com o Inter foi estendido até 2029 em uma renovação assinada em julho.
Família de olho em Porto Alegre
O momento também pode mudar a rotina fora de campo. Ele e o irmão, Luiz Felipe, lateral-esquerdo que entrou contra o Cruzeiro, foram criados no Rio de Janeiro pela mãe e pela avó.
As duas seguem na Cidade Maravilhosa, mas cogitam se mudar para Porto Alegre para acompanhar de perto a carreira dos dois, e a evolução do jovem pode pesar nessa decisão.
Pezzolano e o auxiliar Abel Braga acompanham de perto a adaptação do atleta ao grupo principal. A tendência é que ele receba minutos de forma gradual na reta final da temporada, enquanto o Inter busca posições melhores no Brasileirão.



