A crise defensiva do Inter no Campeonato Brasileiro voltou a colocar a titularidade no gol em discussão após o desempenho irregular de Matheus Cunha. Sergio Rochet se recupera de uma cirurgia de hérnia de disco realizada em agosto. E o retorno do uruguaio está previsto para o duelo contra o Corinthians, em 7 de outubro.
Contratado em julho para ser reserva imediato e resolver os problemas na defesa. Cunha estreou contra o Flamengo com atuação elogiada, apesar de sofrer um gol no empate por 1 a 1 no Beira-Rio. Desde então, o desempenho oscilante do camisa 1 voltou a colocar sua titularidade em dúvida e reabriu a discussão sobre alternativas, como o retorno de Anthoni.
Os números de cada um na temporada
Anthoni e Rochet têm estatísticas praticamente idênticas, e anthoni atuou em 17 partidas, 10 pelo Brasileirão, e acumulou 1.453 minutos em campo. Sofreu 19 gols, 15 no Brasileirão, e registrou média de 1,11 gol por jogo na temporada e 1,5 no Brasileirão. Também ficou 5 jogos sem sofrer gols, 2 deles no torneio nacional.
O uruguaio também disputou 17 partidas e somou 1.530 minutos em campo. Sofreu 19 gols, 11 no Brasileirão, com média de 1,11 por partida na temporada e 1,5 no Brasileirão. Ficou 5 jogos sem sofrer gols, 3 deles na competição estadual. Seu último jogo como titular foi o confronto Inter 3 x 2 Athletic, em 9 de maio.
A diferença no número de titularidades de Anthoni se explica porque ele começou 16 partidas. Na 17ª participação, entrou como substituto e atuou por apenas 13 minutos.
Matheus Cunha com menos tempo e mais dúvidas
O goleiro contratado do Cruzeiro disputou apenas 10 jogos no total, 6 no Brasileirão, e acumulou 887 minutos em campo — menos que Anthoni (1.453) e Rochet (1.530). Sofreu 13 gols, 8 no Brasileirão, com média de 1,3 por partida na temporada e 1,33 no Brasileirão. Registrou 4 jogos sem sofrer gols, 3 deles no torneio nacional.
Embora sua média geral seja próxima à de Anthoni e Rochet, a oscilação de desempenho gerou dúvidas sobre sua adaptação. Cunha foi titular pela última vez contra o Bahia, em 6 de setembro. A partida terminou em derrota por 3 a 2 e recolocou o debate sobre alternativas na comissão técnica.
A base como possível solução
A instabilidade dos três goleiros levou a torcida a pedir oportunidades para jogadores das categorias de base. Henrique Menke, de 19 anos, é um dos nomes mais cogitados após retornar do Como, da Itália. Emprestado por um ano ao clube italiano, o goleiro disputou 26 partidas pelo Primavera (sub-20), mas não atuou pela equipe principal.
Menke treina normalmente com a base e foi titular na eliminação colorada para o Barra-SC na Copa do Brasil Sub-20, nesta quarta-feira. Internamente, a avaliação é que o jogador precisa recuperar o ritmo de jogo após longo período afastado das competições.
Na hierarquia do grupo profissional, Anthoni, Matheus Cunha, Diego Esser, Kauan Jesus, Rochet e Filipe Sírio estão à frente de Menke. Ele ainda tem mais dois anos de categoria de base e contrato até o fim de 2029.



