Chance de Inter e Grêmio serem rebaixados juntos é maior do que a de ambos escaparem da queda
Segundo estudo da UFMG, 45 pontos garantem praticamente a permanência na Série A, enquanto 43 oferece 87,7% de segurança contra o rebaixamento.
Reprodução / Internacional O Departamento de Matemática da UFMG atualizou os números do Brasileirão 2026 após a 32ª rodada, e o cenário segue tenso para Grêmio e Inter. A chance de os dois times gaúchos caírem juntos para a Série B é de 16%, acima dos 15,9% calculados para que ambos escapem da degola ao mesmo tempo.
O levantamento chama atenção porque, na rodada passada, as chances de salvação simultânea eram de apenas 4,4%. O Inter está na 16ª posição, com 35 pontos somados, e carrega 38,5% de risco de queda para a divisão de baixo.
Já o Grêmio ocupa a 17ª colocação, com 34 pontos, e tem 61,6% de probabilidade de rebaixamento conforme o cálculo da universidade. Seis rodadas ainda restam até o fim da competição, tempo que pode mudar bastante esse panorama para qualquer lado.
Os cenários isolados para cada clube
Cair sozinho é o destino mais provável entre os times gaúchos: o Tricolor tem 45,6% de chance nesse recorte, número que subiu em relação aos 37,9% da rodada anterior. Já para o Colorado permanecer como único rebaixado entre os dois, o cálculo aponta 22,5%, também maior que os 18,4% de antes.
Esses dados mostram que a crise atinge as duas torcidas de maneira parecida, mesmo com o Grêmio em situação mais delicada na tabela. A situação é crítica para os dois times gaúchos nesta reta final do campeonato.
Os outros candidatos à queda
O resto do Brasileirão mostra um quadro bastante definido. Chapecoense (99,98%) e Remo (99,58%) praticamente já não têm chance de ficar na elite. O Corinthians aparece com 66% de risco de rebaixamento, à frente da Dupla Grenal na lista dos ameaçados.
Como estão os outros candidatos à queda
Mirassol soma 14,6% de probabilidade de cair, bem distante da zona mais crítica. Vitória e Coritiba aparecem com 6,4% e 6,2%, números que ainda pedem atenção, mas longe do sufoco vivido pelos gaúchos.
Vasco, com 4,1%, e Botafogo, com 2,6%, fecham a lista dos clubes monitorados pelo estudo da UFMG. Para o torcedor Colorado, o recado é claro: seis rodadas separam o Inter da tranquilidade Matemática, e cada ponto somado reduz na prática o risco de queda apontado pelos números.
Por que 43 pontos podem bastar quando antes 45 era a regra?
A pontuação necessária para escapar do rebaixamento muda conforme o desempenho de todos os times envolvidos na luta. Quando times fortes como Corinthians e Grêmio acumulam resultados ruins, eles “puxam para baixo” a pontuação mínima de salvação. Se esses clubes não conseguem somar muitos pontos até o final, os times que estão logo acima deles na tabela precisam de menos pontos para permanecer acima da zona perigosa.
Segundo o professor da UFMG, o Corinthians somou apenas um ponto nos últimos dez jogos, e o Grêmio enfrenta uma sequência muito difícil. Essa fraqueza dos concorrentes abre espaço para que uma equipe com rendimento melhor termine fora do Z-4 com números menores do que os tradicionais 45 pontos.
Se um time fizer 42 pontos, está garantido que não cai?
Não completamente. Segundo o estudo da UFMG, 42 pontos oferecem 67,122% de chances de permanência na Série A, o que significa ainda há risco de queda em aproximadamente um terço dos cenários possíveis. A segurança aumenta significativamente com 43 pontos (87,742% de permanência), e fica praticamente garantida com 45 pontos (99,597% de permanência). O professor ressalta que para eliminar qualquer risco de rebaixamento seriam necessários números ainda mais altos.