Bruno Henrique retomou o protagonismo que define seu papel no meio-campo colorado. Nos últimos dois jogos, o camisa 8 marcou contra Santos e Chapecoense, confirmando a evolução percebida nas semanas anteriores. E levando para o campo, com gols, a importância que já tinha no time.
Inter abre o placar em Chapecó! Um golaço de Bruno Henrique ⚽️ pic.twitter.com/MWi9fPa4GD
— BOLA NAS COSTAS (@oBolaNasCostas) 12 de setembro de 2026
Aos 36 anos — completa 37 em outubro —, o volante segue como peça fundamental do Inter e atravessa uma de suas melhores fases.
No Brasileirão, disputou 24 partidas, 17 delas como titular, com média de 60 minutos por jogo. Nesse período, consegue render em sua melhor condição física antes de ser substituído a partir dos 15 minutos do segundo tempo.
O poder físico em números
As estatísticas do Sofascore revelam um jogador em plena forma. Bruno Henrique percorre 10,2 quilômetros por partida e executa mais de 15 sprints — piques acima de 25 quilômetros por hora — em cada compromisso. Esses números estão de acordo com o padrão de sua função.
Sua velocidade máxima chegou a 33,2 quilômetros por hora, índice superior ao de Jorginho, do Flamengo, e Marlon Freitas, do Palmeiras. A comparação tem uma ressalva: times mais organizados costumam exigir menos dos volantes.
Defensivamente, não registra erros que resultaram em gol ou finalização dos adversários. Recupera a posse, em média, 5 vezes por partida, acerta 82% dos passes e comete apenas 1,3 falta por jogo. Esse conjunto de atuações deixa evidente seu poder físico e sua leitura de jogo.
A contribuição ofensiva que faltava
A parte ofensiva era o ponto que ainda pedia evolução. Nas últimas duas rodadas, Bruno Henrique respondeu a essa necessidade com um gol de pênalti e outro em chute da entrada da área, situações nas quais costuma se destacar.
Agora, o desafio é manter esse ritmo nas rodadas finais do Brasileirão. Contra o São Paulo, o Inter não contará com Villagra, parceiro de meio-campo que se mostrou ideal. Ronaldo surge como principal candidato à vaga, embora Pezzolano já tenha testado Paulinho no confronto anterior, contra o Palmeiras.
Nas rodadas finais do Brasileirão, a liderança, a leitura e a precisão de Bruno Henrique serão testadas na busca por mais uma salvação.



