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Revista Colorada

Com ataque em alta, Inter já mira vaga na Libertadores

Depois de um início conturbado no Brasileirão 2021, que inclusive culminou com a saída do técnico Miguel Angel Ramirez e a chegada de Diego Aguirre, o Inter parece estar se encontrando na competição e vem crescendo de rendimento sob o comando do treinador uruguaio. Após flertar com a zona de rebaixamento, o Colorado já olha pra cima na tabela e tem como meta a classificação à Libertadores pelo quarto ano consecutivo.

Parte dessa reação pode ser creditada à melhora na parte ofensiva da equipe – foram 10 gols marcados nas últimas 3 partidas, contra Flamengo (goleada por 4 a 0), Fluminense (vitória por 4 a 2) e Santos (empate por 2 a 2) – média de 3,3 por jogo. Para se ter uma ideia, nos 6 jogos anteriores a essa sequência mais recente, o time havia marcado apenas 3 gols, uma média de 0,5 por partida.

Em 10º lugar, com 22 pontos, o Internacional está a apenas 2 pontos de distância do G-6, posição que garantiria, no mínimo, uma vaga na fase prévia da Libertadores. Já a distância para o G-4, que garantiria a vaga direta à fase de grupos, é de 9 pontos.

Embora as chances de classificação, segundo os matemáticos, sejam de 14%, é preciso levar em consideração outros critérios para apostar no Internacional entre os classificados – afinal, com a possibilidade de um time brasileiro vencer tanto a Libertadores quanto a Sul-Americana, o Brasileirão pode ter um G-9 – já que o vencedor da Copa do Brasil também tem boas chances de ficar entre os primeiros na tabela do Brasileirão, abrindo mais uma vaga.

Portanto, no cenário mais positivo possível, terminar entre os 9 primeiros pode garantir, pelo menos, uma vaga na Pré-Libertadores. Se vencer a próxima partida, o Inter pode não somente assumir essa posição como também dar um salto na tabela e pular para o sexto lugar, dependendo de alguns resultados.

Pontuação para Libertadores

Se considerarmos o último Brasileirão, a pontuação do último classificado para a Libertadores, que foi o Grêmio, foi 59 pontos – um aproveitamento de 51%, um pouco acima do que o Colorado possui no momento (43%). Já o 9º colocado teve 46% de aproveitamento. Em 2019, o último classificado à Libertadores, o Corinthians, teve pontuação inferior: 56 pontos, um aproveitamento de 49%. O próprio Colorado se classificou com 57 pontos naquele ano.

Ainda de acordo com os matemáticos da UFMG, a partir dos 58 pontos, a chance de classificação para a Libertadores já ultrapassa os 90%, sem considerar nesta conta as possíveis vagas que abrirem por conta da atual edição da Libertadores, da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana. É possível imaginar um cenário em que Flamengo, Atlético/MG e Red Bull Bragantino, por exemplo, garantam classificação por essas outras competições, abrindo outras vagas no Brasileirão.

Para atingir a marca dos 58 pontos, o Inter precisaria de mais 12 vitórias nos 21 jogos restantes – ou 10 vitórias e 6 empates, por exemplo (além de outras combinações). Portanto, não se trata de uma meta impossível de ser cumprida, sobretudo se levarmos em consideração que o time vem subindo de produção e conquistando pontos importantes.

Mais importante do que fazer contas é conseguir resultados contra os rivais diretos. Pela forma como a tabela está desenhada, muitos times estão na briga por vaga na Libertadores. Apenas 6 pontos separam o 6º colocado, que é o Corinthians, do 16º, o Fluminense. Ou seja, mais da metade dos confrontos terá implicação na briga por Libertadores, a começar pelos duelos do Inter nas próximas rodadas, contra Atlético Goianiense e Red Bull Bragantino.

Já as chances de título do Inter são muito remotas, embora ainda matematicamente possíveis. Existe uma enorme distância entre o Colorado e os primeiros colocados. As cotações de casas de apostas em futebol indicam que Atlético/MG, Flamengo e Palmeiras devem polarizar a briga pela taça no segundo turno, com odds de 2.25, 2,35 e 4,50, respectivamente.

Porém, garantir uma vaga na Libertadores traz o mínimo de tranquilidade para os comandados de Diego Aguirre na próxima temporada e reduz a pressão pelo jejum de títulos. Além, é claro, de ter um papel significativo nas finanças do clube por conta dos direitos de TV da maior competição do continente.

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