As três opções de camisa 10 para substituir Alan Patrick no Inter
Calebe desponta como favorito, mas Eduardo Baptista condiciona a decisão à resposta dele nos três treinamentos previstos antes da partida.
Reprodução / Internacional O técnico Eduardo Baptista tem três treinos para decidir quem vestirá a camisa 10 do Inter diante do Mirassol, sexta-feira (16), às 20h. Alan Patrick se machucou no primeiro tempo do Gre-Nal 455 e não voltou para a etapa final por causa de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.
A ausência preocupa porque o meia faz a ligação entre defesa e ataque, recupera bolas e dá ao time tempo para se organizar. Substituí-lo exige mais do que repor um nome: é preciso repor uma função que molda o ritmo de jogo do Inter.
Calebe desponta como favorito
Calebe surge como o nome mais cotado para ocupar a posição. Em entrevista coletiva no domingo (11), o técnico do Inter sinalizou que o jogador pode ser a solução, mas condicionou a decisão à resposta dele nos treinamentos.
Ele reúne características ofensivas que interessam ao comando técnico e pode ganhar a titularidade se corresponder nas atividades que antecedem a partida em Mirassol.
Bruno Henrique já testado em campo
Bruno Henrique entrou no intervalo do clássico justamente no lugar de Alan Patrick, quando o Inter já vencia o confronto fora de casa. Por isso, ele desponta como segunda alternativa concreta para a vaga.
O repertório usado naquela partida pode se repetir desde o apito inicial, caso Eduardo Baptista opte por reeditar o esquema que funcionou contra o rival gaúcho.
Carbonero e a função que prefere
O colombiano de 27 anos corre por fora, e a comissão técnica entende que ele é preferencialmente um segundo atacante e reserva de Vitinho, mas também pode atuar como meia. O atleta prefere jogar no ataque, o que pesa contra ele como opção para substituir o camisa 10.
Como Alan Patrick estrutura o jogo do Inter
Alan Patrick não é apenas um criador de jogadas ofensivas. Ele também organiza o ritmo. Segundo a avaliação do técnico Eduardo Baptista, o camisa 10 “rouba a bola” e, nos poucos segundos em que a controla, dá tempo para o time “sair e respirar”.
Com isso, transforma momentos de pressão do adversário em oportunidades de transição, permite que a defesa se reorganize e ajuda o ataque a se estruturar sem pressa.
Substituir essa função exige mais do que colocar outro jogador no meio-campo. O escolhido precisa ler o jogo e recuperar a bola para que o Inter não perca a capacidade de controlar o andamento da partida. Por isso, o técnico condiciona sua escolha à resposta nos treinamentos, e essa função não pode ser improvisada.
Por que Allex não é considerado para a vaga?
Allex foi muito utilizado no primeiro semestre e se encaixa no perfil de “articulador” semelhante ao de Alan Patrick. Porém, o jogador ainda se recupera de uma lesão na coxa sofrida em agosto e não completou seu desenvolvimento físico. Por isso, não é uma alternativa imediata para a vaga.
O clube evita sobrecarregar um atleta em reabilitação e tem outras opções mais prontas para a posição.