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Revista Colorada

As três opções de camisa 10 para substituir Alan Patrick no Inter

Calebe desponta como favorito, mas Eduardo Baptista condiciona a decisão à resposta dele nos três treinamentos previstos antes da partida.

Rodrigo Simões

Três opções camisa substituir alanReprodução / Internacional

O técnico Eduardo Baptista tem três treinos para decidir quem vestirá a camisa 10 do Inter diante do Mirassol, sexta-feira (16), às 20h. Alan Patrick se machucou no primeiro tempo do Gre-Nal 455 e não voltou para a etapa final por causa de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

A ausência preocupa porque o meia faz a ligação entre defesa e ataque, recupera bolas e dá ao time tempo para se organizar. Substituí-lo exige mais do que repor um nome: é preciso repor uma função que molda o ritmo de jogo do Inter.

Pontos-chave
Pontos-chave sobre a vaga de camisa 10 do Inter
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Eduardo Baptista tem três treinos para decidir o substituto de Alan Patrick para a partida contra o Mirassol.
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Alan Patrick sofreu lesão no músculo posterior da coxa esquerda e não voltou do intervalo no Gre-Nal 455.
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Calebe é o favorito, condicionado à resposta nos treinamentos por reunir características ofensivas desejadas.
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Bruno Henrique é a segunda alternativa, já tendo entrado no intervalo do clássico na vaga de Alan Patrick.
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Carbonero pode atuar como meia, mas prefere jogar como segundo atacante, o que pesa contra sua opção.
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Allex não é opção imediata pois ainda se recupera de lesão na coxa e não completou seu desenvolvimento físico.

Calebe desponta como favorito

Calebe surge como o nome mais cotado para ocupar a posição. Em entrevista coletiva no domingo (11), o técnico do Inter sinalizou que o jogador pode ser a solução, mas condicionou a decisão à resposta dele nos treinamentos.

Ele reúne características ofensivas que interessam ao comando técnico e pode ganhar a titularidade se corresponder nas atividades que antecedem a partida em Mirassol.

Bruno Henrique já testado em campo

Bruno Henrique entrou no intervalo do clássico justamente no lugar de Alan Patrick, quando o Inter já vencia o confronto fora de casa. Por isso, ele desponta como segunda alternativa concreta para a vaga.

O repertório usado naquela partida pode se repetir desde o apito inicial, caso Eduardo Baptista opte por reeditar o esquema que funcionou contra o rival gaúcho.

Carbonero e a função que prefere

O colombiano de 27 anos corre por fora, e a comissão técnica entende que ele é preferencialmente um segundo atacante e reserva de Vitinho, mas também pode atuar como meia. O atleta prefere jogar no ataque, o que pesa contra ele como opção para substituir o camisa 10.

Como Alan Patrick estrutura o jogo do Inter

Alan Patrick não é apenas um criador de jogadas ofensivas. Ele também organiza o ritmo. Segundo a avaliação do técnico Eduardo Baptista, o camisa 10 “rouba a bola” e, nos poucos segundos em que a controla, dá tempo para o time “sair e respirar”.

Com isso, transforma momentos de pressão do adversário em oportunidades de transição, permite que a defesa se reorganize e ajuda o ataque a se estruturar sem pressa.

Substituir essa função exige mais do que colocar outro jogador no meio-campo. O escolhido precisa ler o jogo e recuperar a bola para que o Inter não perca a capacidade de controlar o andamento da partida. Por isso, o técnico condiciona sua escolha à resposta nos treinamentos, e essa função não pode ser improvisada.

Por que Allex não é considerado para a vaga?

Allex foi muito utilizado no primeiro semestre e se encaixa no perfil de “articulador” semelhante ao de Alan Patrick. Porém, o jogador ainda se recupera de uma lesão na coxa sofrida em agosto e não completou seu desenvolvimento físico. Por isso, não é uma alternativa imediata para a vaga.

O clube evita sobrecarregar um atleta em reabilitação e tem outras opções mais prontas para a posição.

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