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Home Últimas Notícias do Internacional

As escolhas que apontam os motivos que fazem o Inter estar afundado

Rodrigo Simões Por Rodrigo Simões
10 de setembro de 2026
Escolhas apontam motivos fazem inter

Reprodução / Internacional

Pontos-chave da situação do Internacional
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Internacional não venceu no segundo semestre e acumula dez rodadas seguidas sem vitória desde a pausa para a Copa.
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Com 25 pontos e 32% de aproveitamento, o clube está em 18º lugar, na zona de rebaixamento.
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Após sequência de quatro vitórias antes da pausa, o time teve quatro empates e quatro derrotas na retomada e foi eliminado da Copa do Brasil.
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Pezzolano promove mudanças constantes na formação, prejudicando continuidade e entendimento entre jogadores.
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Escassez de opções no elenco força improvisos: lateral esquerdo único, demora em contratar substituto de Borré e uso eventual de zagueiro como centroavante.
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Ataque marcou apenas 26 gols no Brasileirão, um dos piores da competição, e a permanência do técnico depende de vitória contra o Santos.

O Internacional não venceu no segundo semestre do Brasileirão e é o único time da competição sem triunfar desde a pausa para a Copa do Mundo. A equipe acumula dez rodadas consecutivas sem vitória, desde a derrota para o Santos.

Com 32% de aproveitamento, o pior entre os clubes, e 25 pontos conquistados, o Colorado permanece na zona de rebaixamento, em 18º lugar. O cenário contrasta com o otimismo inicial da temporada, quando vitórias seguidas sobre Chapecoense, Corinthians, Fluminense e Vasco sinalizavam possível recuperação.Pontos-chave

A interrupção após momentos promissores

Depois de ficar seis rodadas sem vencer no início do campeonato, o Inter venceu o Vasco em 16 de maio. Em seguida, conquistou quatro vitórias consecutivas e renovou as perspectivas.

A pausa para a Copa do Mundo, porém, trouxe frustração. Em vez de consolidar a filosofia tática durante o intervalo, o time acumulou quatro empates e quatro derrotas na sequência e foi eliminado da Copa do Brasil no Gre-Nal.

Instabilidade tática prejudica continuidade

Paulo Pezzolano tem responsabilidade pelas dificuldades ao promover alterações frequentes nas formações. Apesar de preferir um esquema com três zagueiros e linha de cinco defensores, o técnico muda constantemente os titulares, o que prejudica o entendimento entre os jogadores.

Thiago Maia exemplifica essa oscilação: não atuava havia semanas quando foi titular contra o Bahia, na 25ª rodada. Ronaldo passou por situação semelhante: tinha pouco tempo de campo antes de ganhar uma oportunidade. Alan Patrick, capitão e camisa 10, viveu o inverso: Pezzolano o tirou da equipe no Gre-Nal das quartas de final.

A falta de sequência impede que os atletas desenvolvam automatismo tático e prejudica a recuperação do time.

Reposições inadequadas no elenco

A falta de opções no elenco obriga o time a improvisar e expõe limitações estruturais do clube. Na lateral esquerda, Matheus Bahia é o único jogador do elenco principal que atua na posição, enquanto Bernabei foi deslocado para meia-atacante, e quando os dois ficam indisponíveis, Pezzolano recorre a Aguirre.

No ataque, o problema é ainda maior, e depois da venda de Borré para o River Plate, o departamento de futebol levou quase dois meses para anunciar um substituto. Tonny Sanabria, escolhido para a função, acumula apenas 167 minutos em campo e não finalizou nenhuma vez.

Antes dele, a diretoria tentou, sem sucesso, contratar Alex Arce e Bakambu. Na falta de alternativas, Pezzolano chegou a usar o zagueiro Juninho como centroavante em momentos de desespero.

Ataque incapaz de pontuar

As deficiências no setor ofensivo refletem-se nos números. O time balançou as redes apenas 26 vezes no Brasileirão, à frente apenas de Chapecoense e Vitória — os dois piores ataques da competição. Essa dificuldade em marcar gols limita severamente as possibilidades de vitória quando a defesa falha.

A combinação de falta de criatividade, opções limitadas de atacantes e sequência instável dos jogadores cria um círculo vicioso em que o Internacional não consegue construir uma linha de ataque consistente. Pezzolano dificilmente permanecerá no cargo se o time não vencer o Santos.

A possibilidade de saída sinaliza que a diretoria reconhece a gravidade da situação e a necessidade urgente de reverter o quadro.

Rodrigo Simões

Rodrigo Simões

Produtor de conteúdo focado em transformar a paixão pelo futebol brasileiro em audiência digital qualificada. Especialista na cobertura de grandes clubes e no dinamismo das notícias de última hora.

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