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Revista Colorada

As convicções e as dúvidas de Eduardo Baptista no Internacional

Baptista estrutura ofensiva com três ou quatro atacantes simultaneamente para evitar previsibilidade e ampliar chances de aproveitar oportunidades contra os paulistas.

Rodrigo Simões

Negociação eduardo baptista interCréditos: Celso da Luz / Criciúma

Eduardo Baptista estreia no comando do Internacional, em meio à reconstrução ofensiva do time, contra o Corinthians, na quarta-feira. O jogo será o primeiro teste das ideias do técnico, que aproveitou a Data Fifa para conhecer melhor o elenco e desenhar a identidade tática que pretende implementar no Beira-Rio. O foco inicial é potencializar o ataque.

Nos treinos, trabalha a qualidade da posse, o caminho do passe até os atacantes e o aperfeiçoamento das finalizações, três pontos que serão reforçados até o duelo com os paulistas.Pontos-chave

Pontos-chave: estreia de Eduardo Baptista no Internacional
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Eduardo Baptista estreia contra o Corinthians e usou a Data Fifa para conhecer o elenco e definir ideias.
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Foco inicial do técnico é potencializar o ataque com trabalho em posse, trajetórias de passe e finalizações.
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Alerrandro recebeu voto de confiança, mas não marca há 144 dias; equipe busca criar mais oportunidades para ele.
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Baptista estrutura ofensiva com três ou quatro atacantes, incluindo Vitinho e Carbonero como opções de criação e ataque.
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Alan Patrick e Bruno Henrique serão responsáveis pela construção; laterais instruídos a construir pelos lados.
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Provável escalação inclui Matheus Cunha; Rochet se recupera de cirurgia e pode ficar fora dependendo da evolução

O dilema do centroavante

Alerrandro ocupa lugar central no projeto ofensivo de Baptista, que lhe ofereceu voto de confiança imediato. O camisa 9 retornou das férias do meio do ano abaixo da condição física ideal. O técnico já conversou com o atacante, e agora trabalha para criar mais oportunidades de finalização.

A dupla conversa sobre mecanismos para que o atacante receba bolas em situações favoráveis à conclusão.

O retrospecto recente, porém, traz um problema: Alerrandro não marca há 144 dias, desde 16 de maio, quando o Inter goleou o Vasco por 4 a 1. Contra o Corinthians, ele terá um trunfo emocional: marcou três vezes pelo Vitória contra os paulistas em 2024, o que alimenta o otimismo.

Multiplicar opções no ataque

Para evitar previsibilidade, Baptista estrutura a ofensiva com três ou quatro atacantes ao mesmo tempo na área. A estratégia dificulta a marcação e amplia as chances de aproveitar oportunidades. Vitinho integra essa estratégia ao lado de Alerrandro, oferecendo peso adicional ao setor ofensivo.

Carbonero, que impressionou com um gol e uma assistência na vitória sobre a Chapecoense no final da gestão de Paulo Pezzolano, também entra no plano. O colombiano atuará como atacante e como criador, função que Baptista considera fundamental por exigir alguém capaz de tomar decisões nos momentos finais das partidas.

Criatividade na construção

Alan Patrick recua para a esquerda, mas continua como principal responsável pela construção do jogo coloradista. Bruno Henrique surge como segundo criador e se afasta de um papel meramente defensivo. A possibilidade de os dois atuarem juntos na sequência do Brasileirão é considerada.

Thiago Maia recupera espaço após se destacar sob o comando de Roger Machado em 2024. O volante participa tanto da criação quanto da contenção das investidas de Bernabei pelo flanco esquerdo. Os laterais — Bernabei à esquerda e Aguirre à direita — recebem instruções para construir pelo lado e buscar companheiros em melhor posicionamento.

A defesa em transição

Bruno Gomes permanece entre os três zagueiros, trazendo qualidade de passe para compactar a equipe e participar da construção. Maripán disputa posição com Juninho, que é o preferido neste início da trajetória de Baptista. Mercado é o pilar do sistema defensivo: Baptista valoriza sua liderança, seu posicionamento e sua capacidade de fechar espaços.

No gol, Rochet está em fase final de recuperação de cirurgia para correção de hérnia de disco e trabalha com a bola, mas ainda não se integrou totalmente ao grupo. Sua disponibilidade para o Corinthians depende da evolução observada nos próximos treinos. Matheus Cunha está à disposição caso o uruguaio precise de mais tempo.

A herança de 1996

O projeto de Baptista carrega, para uma parte da torcida, o peso do passado: seu pai, Nelsinho Baptista, deixou o Internacional em 1996 para dirigir o rival Corinthians. O técnico, porém, tem deixado claro que não pretende estabelecer metas públicas de vitórias e que o foco está em conseguir os pontos necessários para tirar o time da situação atual.

Os últimos ajustes

A provável escalação de Baptista para quarta-feira é: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia, Alan Patrick e Bernabei; Vitinho e Alerrandro. O Colorado terá ainda quatro sessões de trabalho para acertar os detalhes finais.

O sábado será destinado ao descanso, para que o elenco se recupere antes do primeiro teste real do projeto tático que Baptista começou a montar desde seu primeiro dia no Beira-Rio.

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