Abel Braga rejeitou a ideia de deixar o cargo de diretor técnico para comandar o Inter interinamente nas dez rodadas finais do Brasileirão. A resposta veio direta, sem espaço para dúvidas sobre a posição do ídolo colorado neste momento. “Impossível eu assumir”, afirmou Abel.
A frase encerra, por ora, qualquer especulação sobre um retorno emergencial à casamata enquanto a diretoria tenta destravar a contratação de um novo comandante para o lugar de Paulo Pezzolano.
Bastidor mostra Abel envolvido na busca por técnico
Não existe, até esta terça, nenhuma confirmação de que a cúpula colorada tenha convidado ele para o cargo ou tentado convencê-lo a rever a decisão. Ao lado do executivo Fabinho Soldado, ele participa ativamente das tratativas com profissionais cotados para a vaga.
Essa postura reforça que o papel dele hoje é o de auxiliar na escolha do próximo treinador, não o de voltar a ocupar o banco. Ainda assim, um episódio recente mostra que declarações desse tipo já mudaram de rumo antes dentro do clube.
O precedente de 2025 que pesa sobre a resposta
Uma emergência parecida já havia levado ele a rever uma posição semelhante. Com o Inter ameaçado pelo rebaixamento após a demissão de Ramón Díaz. D’Alessandro o procurou para assumir apenas os dois jogos finais daquele Brasileirão, mesmo sabendo que ele havia decidido não treinar mais.
“Nunca passou pela minha cabeça voltar, mas recebi incentivo, pedidos e mexeu comigo”, declarou Abel na ocasião, ao explicar por que aceitou o desafio depois de pedir alguns minutos para pensar. O resultado foi a permanência do Inter na Série A, com derrota para o São Paulo e vitória sobre o Bragantino por 3×1 no Beira-Rio.
Mesmo com a missão concluída, ele voltou a ser categórico sobre o fim da carreira de treinador. “Treinador acabou, acabou. Não faz mais parte de mim”, disse Abel após o último jogo daquele Brasileirão, pouco antes de assumir a diretoria técnica em definitivo, com contrato até 31 de dezembro de 2026.
Diretoria ainda não fechou nome para o cargo
O tema volta à tona justamente porque a diretoria patina na definição do sucessor de Pezzolano. Luís Zubeldía perdeu força na disputa, entre outros fatores, pela resistência a um contrato curto e pelo desinteresse atual em retornar ao futebol brasileiro.
Diego Aguirre segue vinculado ao Peñarol e não sinaliza disposição para deixar o clube uruguaio agora. Maurício Barbieri também foi sondado, mas demonstrou preferência por seguir no Juventude, enquanto Jair Ventura entrou na lista de opções avaliadas pelo Inter.
Enquanto o nome definitivo não aparece, a resposta de Abel Braga segue valendo como está: uma negativa clara ao convite para voltar ao banco. Ainda que o próprio histórico recente mostre que o clube já conseguiu fazê-lo mudar de ideia em momentos de urgência.



