A perda de espaço de Carbonero no Internacional
Baptista prioriza marcação coletiva e intensidade, critérios nos quais o colombiano ainda não se adaptou plenamente ao modelo tático do Inter.
Reprodução / Internacional Desde que Eduardo Baptista assumiu o comando técnico do Inter, Carbonero vem perdendo protagonismo no ataque colorado. Titular sob Paulo Pezzolano, o atacante colombiano não começou nenhuma partida com o novo treinador e vê diminuir suas chances de contribuir nos jogos restantes da temporada.
Nas três primeiras partidas, o jogador entrou como alternativa no segundo tempo e acumulou 77 minutos em campo. Na partida contra o Botafogo, nem isso: foi completamente deixado de fora do banco, enquanto jovens como João Bezerra, João Victor e Calebe receberam oportunidades da comissão técnica.
O choque com a filosofia tática de Baptista
O problema não está na produção ofensiva: Carbonero soma sete gols e seis assistências na temporada de 2026. A questão é a adaptação ao modelo de jogo que Baptista implementa no clube, com alta intensidade, competitividade e compromisso incondicional com a marcação coletiva.
A comissão técnica avalia que o colombiano ainda não assimilou plenamente esse padrão. Enquanto isso, atletas como Alerrandro ganham espaço por demonstrar o tipo de entrega que o treinador busca. O centroavante não marca há cinco meses, mas acumula duas assistências recentes.
Cenário incerto para o final do Brasileirão
A perspectiva não melhora para Carbonero nos próximos confrontos, e no duelo contra o Fluminense no Rio de Janeiro, marcado para quarta (28), o atacante deve novamente ficar no banco de reservas. Vitinho retorna de suspensão e reforça a concorrência direta pela posição.
A possibilidade de Eduardo Baptista adiantar o lateral Bernabei reduz ainda mais a margem de oportunidades para o colombiano nos últimos jogos do Brasileirão.
Por que Pezzolano precisava fazer rodízios no elenco
O Inter enfrentava um problema estrutural antes mesmo de Baptista chegar: o grupo era curto e o desgaste físico acumulava rapidamente. Pezzolano confirmou publicamente que não tinha alternativas de mesmo nível para substituir titulares sem perda de rendimento.
Quando tentou poupar Carbonero e outros atletas na estreia do Brasileirão, jogadores como Victor Gabriel, Bruno Henrique e Tabata não conseguiram manter o desempenho esperado.
Esse cenário obrigava o treinador anterior a fazer escolhas difíceis entre descansar jogadores e manter competitividade. Carbonero sofreu com isso desde cedo na temporada, entrando e saindo do time conforme Pezzolano gerenciava o cansaço do elenco. É uma realidade diferente da atual, em que Baptista não o considera adequado ao seu modelo tático.
Como a intensidade e marcação coletiva eliminam espaço para Carbonero
O modelo de Baptista exige dos atacantes não apenas gols e assistências, mas participação intensa na marcação coletiva e entrega incondicional em todos os momentos do jogo.
Carbonero, apesar de seus sete gols e seis assistências, ainda não internalizou esse padrão — a comissão técnica observa que ele não se adaptou plenamente ao ritmo de competitividade que o treinador implementou no clube.
Alerrandro não marca há cinco meses, mas ganhou espaço porque demonstra a dedicação defensiva e o trabalho coletivo que Baptista valoriza. O colombiano, ao contrário, mantém características de um atacante mais tradicional focado em ofensiva, o que o deixa desalinhado com a filosofia tática do novo comando técnico.
Números ofensivos isolados não são a prioridade no modelo de Baptista. O treinador busca compatibilidade com um padrão que demanda alta intensidade, competitividade elevada e compromisso incondicional com marcação coletiva.
Carbonero ainda não assimilou plenamente esse padrão, enquanto alternativas como Alerrandro — mesmo sem marcar há cinco meses — demonstram exatamente o tipo de entrega que o técnico valoriza. Para Baptista, o “como” o jogador trabalha importa tanto quanto o “quanto” ele marca.