A carreira de Diego Gavilán, ex-volante com passagens marcantes por Internacional e Grêmio, ganhou novos rumos após a aposentadoria dos gramados. O paraguaio investiu na formação como treinador, comandou equipes como Pelotas e Cerro Porteño e, atualmente, exerce a função de coordenador técnico do 2 de Mayo, no Paraguai. Antigo jogador da seleção paraguaia, Gavilán construiu uma trajetória de destaque no futebol sul-americano, conquistando títulos estaduais pelos dois principais rivais do Rio Grande do Sul e sendo vice-campeão da Copa Libertadores com o Grêmio.
Depois de dirigir o Pelotas no Campeonato Gaúcho de 2019, o ex-volante revelou que recusou propostas de outras equipes por considerar que os projetos apresentados não correspondiam à sua filosofia de trabalho. A partir dessa decisão, retornou ao Paraguai para ampliar sua qualificação profissional e dar sequência à carreira fora das quatro linhas, passando posteriormente a atuar também na gestão esportiva.
Ao relembrar sua passagem pelo Internacional, Gavilán costuma apontar a temporada de 2005 como o momento mais importante de sua trajetória no Beira-Rio. O Colorado terminou aquele Campeonato Brasileiro na vice-liderança em uma campanha marcada por polêmicas envolvendo arbitragem e decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Na visão do paraguaio, o elenco colorado daquele período estava entre os mais qualificados dos quais fez parte, reunindo atletas capazes de atuar em alto nível em qualquer equipe do país.
Entre as lembranças mais marcantes daquele Brasileirão está o confronto contra o Corinthians, no qual Tinga sofreu um pênalti não assinalado pela arbitragem e acabou expulso na sequência do lance. Para Gavilán, a partida foi equilibrada, mas ficou eternizada pelas decisões que, na avaliação de muitos colorados, tiveram influência direta na definição do campeonato.
“Se o pênalti fosse apitado, praticamente acabava o jogo. Todo o Pacaembu ia ficar quieto. Com o elenco experiente como o nosso, com Muricy já há três anos com a gente, sabíamos perfeitamente qual era o nosso planejamento neste jogo. E, sinceramente, foi uma das piores tardes dentro da minha carreira. Até dá raiva lembrar, porque foi injusto.” – disse em entrevista a Zero Hora.



