Paulo Pezzolano não encontrou uma base fixa para o Inter nos últimos meses, e o clássico contra a Chapecoense deve reforçar esse cenário. Sem Matheus Bahia e Braian Aguirre, suspensos, o treinador precisará montar mais uma escalação diferente das anteriores. A mudança virou rotina no Beira-Rio.
De 12 jogos disputados entre Brasileirão e Copa do Brasil no segundo semestre, o Colorado só foi a campo com a mesma escalação em três oportunidades: contra o Flamengo, na 21ª rodada; contra o Remo, na 23ª; e na vitória sobre o Corinthians, pelas oitavas de final do torneio mata-mata.
Mesmo nessas raras repetições, alguns jogadores atuaram em posições diferentes. Alan Patrick, por exemplo, recuou mais no confronto com o Remo e funcionou quase como um centroavante de referência diante de Flamengo e Corinthians.
Ausência de titulares fixos
Um levantamento das últimas 12 partidas mostra que nenhum jogador do elenco foi titular em todos os jogos. Maripán, Bruno Gomes, Vitinho e Bernabei lideram a lista, com 11 titularidades cada, seguidos por Matheus Bahia, Carbonero e o goleiro Matheus Cunha, com 10 presenças.
Alan Patrick e Mercado somam 9 titularidades cada, e Villagra aparece com 8. Mercado, capitão colorado, ficou fora do time inicial no Gre-Nal de ida das quartas de final da Copa do Brasil — um sinal de que nem os nomes mais experientes do elenco escapam do rodízio constante.
Ataque muda a cada partida
Carbonero, Bernabei, Vitinho, Sanabria e Alerrandro dividiram espaço no ataque em combinações diferentes ao longo do semestre. Bernabei alternou entre atuar aberto pela ponta e mais adiantado, enquanto Vitinho circulou tanto pelos lados do campo quanto próximo da área adversária.
Sanabria, que ainda não estreou pelo Inter, deve fazer sua primeira partida no clássico contra o Grêmio, com tendência de começar no banco de reservas. Villagra também ganhou destaque recentemente: foi titular pela primeira vez no Brasileirão diante do Santos.
Escalações radicalmente diferentes
O jogo contra o Santos ilustra bem essa falta de padrão nas decisões de Pezzolano. Na ocasião, o treinador deixou no banco quatro nomes que costumam ser titulares — Mercado, Bernabei, Carbonero e Alan Patrick — e escalou um time distante do habitual.
Thiago Maia é outro exemplo dessa imprevisibilidade. O volante tinha pouquíssimos minutos disputados no segundo semestre quando foi escalado como titular contra o Bahia, na 25ª rodada. Depois, manteve a posição no Gre-Nal de volta das quartas de final e na partida seguinte, contra o Santos.
Reflexos da falta de padrão
Ronaldo seguiu caminho parecido: também tinha pouco tempo de jogo acumulado antes de virar titular contra o Bahia, ganhando espaço justamente num momento de pressão por resultados. Ele repetiu a titularidade diante do Santos.
Falhas de cobertura, passes errados e problemas de posicionamento têm aparecido com frequência nas atuações recentes do Inter. Sem manter uma equipe entrosada por mais de uma partida seguida, o time chega ao duelo com a Chapecoense em busca de estabilidade na reta final de uma sequência decisiva.



