O presidente Alessandro Barcellos quer antecipar a mudança de comando no Inter, sem aguardar a votação marcada para novembro. Para isso, seria necessário que os pré-candidatos da oposição se entendessem em torno de uma candidatura única no pleito de novembro. Havendo entendimento sobre quem assumiria a presidência e como seria montado o Conselho de Gestão, a passagem de comando começaria sem demora.
A ideia veio à tona em um encontro na última segunda-feira (7), do qual tomaram parte os pré-candidatos José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo, ao lado de membros do atual Conselho de Gestão e de conselheiros em atividade no clube.
Consenso ainda distante entre os postulantes
A reportagem do portal GZH apurou que os pré-candidatos, até agora, não se mostram dispostos a essa união de forças. Assim, tudo indica que o pleito vai ocorrer normalmente em novembro, sem chance de aclamação pelo Conselho Deliberativo.
As divergências entre eles vão além de nomes: envolvem visões distintas sobre gestão financeira, política de contratações e a relação com o Conselho Deliberativo.
O que já é ponto pacífico entre os postulantes
Há pelo menos um tema em que as três candidaturas parecem falar a mesma língua. Todos manifestaram publicamente a intenção de manter Eduardo Coudet no comando técnico independente de quem assuma a presidência.
Esse ponto de convergência, porém, não muda o quadro da disputa política interna. Sem acordo entre as chapas, o caminho segue sendo o mesmo já previsto no calendário estatutário: eleição em novembro, com voto direto do Conselho Deliberativo e sem espaço para aclamação antecipada.
A proposta de Barcellos continua na mesa, mas seu destino não está nas mãos da atual diretoria. Depende de um movimento que só pode partir dos próprios adversários — e que, até esta quarta-feira (9), não deu nenhum sinal de sair do discurso para a prática.



