Torcedores do Internacional deram socos em um homem flagrado com uma camisa do Santos por baixo da roupa e o deixaram ferido, sendo necessário encaminhá-lo a atendimento hospitalar. O episódio ocorreu no fim do segundo tempo do confronto entre as duas equipes pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, com o time gaúcho no prejuízo diante do placar de 3 a 2.
Ele havia se misturado à torcida Camisa 12, ocupando um setor reservado aos colorados, e tentava disfarçar a camisa do Santos que vestia por baixo de outra roupa. Pessoas próximas notaram a peça santista escondida.
Um grupo de aproximadamente dez pessoas rodeou o torcedor, puxou a roupa que escondia a camisa do Santos e passou a agredi-lo, desferindo golpes que acertaram até o rosto dele. A equipe de segurança do estádio retirou o torcedor das arquibancadas e o escoltou para fora do setor antes de encaminhá-lo a atendimento médico.
Como o caso foi apurado
A identidade do torcedor agredido não foi revelada. Um agente da Polícia Judicial que trabalha na sede do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos (JTGE), instalada no estádio, relatou que somente um dos agressores foi identificado até o momento.
Esse suspeito foi conduzido à Central, prestou depoimento em audiência e, depois do procedimento, acabou liberado. As câmeras de vigilância do estádio registraram toda a movimentação e as imagens já estão nas mãos do Juizado, que vai usá-las para tentar identificar os demais participantes do ataque.
Protestos e confrontos no entorno do estádio
A agressão ao torcedor santista aconteceu no meio de um cenário de tensão generalizada no Beira-Rio. Colorados frustrados com o resultado da partida protagonizaram protestos que evoluíram para confrontos diretos com a polícia em pontos diferentes do complexo.
O Batalhão de Choque relatou que cerca de 50 torcedores chegaram a agredir seguranças e stewards no segundo andar do edifício-garagem, além de tentar arremessar grades contra os funcionários. Em outra área externa, um grupo lançou um rojão em direção aos policiais, o que levou o Choque a usar bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a movimentação.
Segundo informou à reportagem um agente que trabalha no Juizado do Torcedor, nenhum relato sobre funcionários do Internacional agredidos durante os protestos no edifício-garagem chegou até a unidade. O episódio do torcedor infiltrado, por ora, é o único caso de agressão com identificação parcial de suspeito registrado pelas autoridades no pós-jogo.



