O retrospecto de Paulo Pezzolano diante de clássicos incomoda o Inter, mas a dificuldade não começou em Porto Alegre. No comando do Cruzeiro entre 2022 e 2023, o uruguaio somou sete confrontos contra Atlético Mineiro e América sem vencer nenhum deles.
Foram quatro derrotas para o Coelho, duas para o Galo e um empate, resultando em apenas 4,7% de aproveitamento nos clássicos Mineiros. A missão que Ronaldo Nazário lhe havia confiado era resgatar um clube gigante da segunda divisão — tarefa que Pezzolano cumpriu erguendo o título da Série B de 2022. Mas deixando uma cicatriz em competições regionais.
Os números no Rio Grande do Sul
No Beira-Rio e na Arena, o cenário melhora numericamente, porém segue distante do esperado em confrontos decisivos. Em 18 pontos disputados no maior clássico gaúcho, Pezzolano conquistou apenas 6, o que representa 33% de aproveitamento.
Seis Gre-Nais marcaram a trajetória até aqui: uma vitória, três empates e duas derrotas. A mais recente delas foi a eliminação da Copa do Brasil, quando o Grêmio venceu por 3 a 1 na Arena. O confronto seguinte está marcado para 11 de outubro, novamente na casa gremista, pelo Returno do Brasileirão.
O padrão que persegue o técnico
A comparação entre as duas passagens expõe por que os clássicos se tornaram um capítulo delicado na carreira de Pezzolano no Brasil. Em Belo Horizonte, ele testou a fórmula que buscou repetir no Rio Grande do Sul: valorizar o desempenho em competições mais longas, aceitando dificuldade nos duelos regionais.
O resultado em Minas foi ainda mais duro do que o observado até aqui no Sul: nenhuma vitória em sete jogos contra uma única conquista em seis partidas no Inter.
A diferença de aproveitamento entre os dois cenários — 4,7% em BH contra 33% em Porto Alegre — expõe como a vulnerabilidade já acompanhava o treinador antes de sua chegada ao futebol gaúcho.



