Herick Alves: Entenda as dívidas do Inter

O diretor de finanças do clube esclareceu dúvidas e questionamentos sobre as finanças do Inter

Paolo Guerrero
Nico Lopez
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Em entrevista ao Seleção SporTV, Giovani Zanardo, diretor executivo de finanças do Inter, respondeu a perguntas e questionamentos sobre as finanças do clube.

Para começar, o diretor esclareceu as dívidas da reformulação do Beira-Rio: Giovani explicou que o Inter, através da parceria com a Brio e com a cessão de espaços no estádio para a parceira, quitará as dívidas sem desembolso financeiro do clube. A exploração dos espaços é de responsabilidade total da parceira e em nada interfere nas finanças do Internacional. A dívida, segundo o diretor de finanças, é de aproximadamente 350 milhões de reais, diferente dos 700 milhões apresentados pelo programa na semana passada.

Giovani afirma que todas as dívidas do clube estão negociadas, seja à curto ou longo prazo, dependendo do tamanho da dívida individual, com fornecedores e até empréstimos bancários. Em empréstimos, o Inter acumula em torno de 80 a 90 milhões de reais em dívida, que já está negociada para ser pago à longo prazo. Outras dívidas com fornecedores, que são menores, estão negociadas para serem pagas à curto prazo. “São dívidas controladas, administradas e em linha com o faturamento do Internacional”, disse o executivo.

Após Petkovic pedir uma explicação melhor sobre a parceria com a Brio, Giovani explicou que em 2014, a Brio entregou o estádio remodelado e em contrapartida recebeu espaços para serem explorados, dentro do período de 20 anos (até 2034). Esses espaços contabilizam em torno de 400 milhões em dívidas, que já tiveram uma parcela amortizada nos últimos 5 anos, em torno de 20 milhões por ano. O diretor ainda ressalta que não considera isso uma dívida, pois é apenas uma obrigação de cessão de espaços sem custos ao clube. É como se o Inter pagasse essa dívida com o dinheiro que é gerado pela Brio em espaços que o clube cedeu: “No contrato que temos com eles, não temos nenhum risco em relação à performance da exploração desses espaços, ou seja, o sucesso ou não da exploração não interfere nas finanças do Inter”, explicou o dirigente. É uma dívida que o Inter pagará integralmente com o passar do tempo.

Giovani Zanardo ainda disse que a direção têm as finanças do Inter absolutamente controladas e em linha com o cenário de crescimento. Além disso, o diretor revelou que a geração de caixa do Inter em 2018 foi a maior da história do clube, o que foi aproximadamente 60 milhões de reais e o faturamento foi próximo de 300 milhões. No último ano, o Inter auferiu “apenas” 50 milhões em negociações de atletas, o que é à quem das possibilidades do clube, segundo o próprio diretor. Ele diz saber que a participação na Série B comprometeu a avaliação dos ativos do clube, mas que também a volta para a Série A, a classificação para a Libertadores e a boa campanha na competição continental traz perspectivas de crescimento das receitas e também acredita-se que os ativos do clube estão sendo valorizados, que são potenciais de receita que estão sendo recuperados em termos de credibilidade esportiva e participação em campeonatos. Para finalizar, o diretor de finanças disse entender que o Inter tem a situação administrada.

 

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