O Inter oficializou a contratação de Eduardo Baptista nesta quarta-feira (23), depois de cruzar dados que convenceram a direção colorada. A capacidade de organizar rapidamente as equipes, a solidez defensiva e a eficiência nas bolas paradas pesaram na escolha do novo comandante. Antes de chegar a Baptista, o clube recebeu recusas de outros treinadores procurados.
A disposição de Baptista para aceitar um contrato curto, com a missão de tirar o Inter do rebaixamento em dez rodadas, também pesou na negociação.
Números que embasaram a escolha
Desde 2023, o técnico acumula 230 pontos em 136 jogos na Série B, com aproveitamento de 56,4%. É uma amostra grande o suficiente para mostrar consistência num campeonato historicamente disputado ponto a ponto.
No Novorizontino, ele teve 73% de aproveitamento nos dez primeiros jogos à frente do time. No Criciúma, encontrou a equipe na 15ª posição em 2025 e a levou rapidamente à briga pelo acesso à Série A — dois retrospectos que mostram capacidade de reverter cenários difíceis em pouco tempo.
Estilo de jogo e uso da bola parada
A comissão técnica do Inter também analisou o padrão tático das equipes comandadas por Baptista, marcadas por compactação e solidez defensiva. O encaixe com o elenco colorado é visto como natural, já que Alan Patrick deve ganhar liberdade para se movimentar com uma defesa mais organizada.
Um detalhe chamou atenção internamente: desde 2023, 33% dos gols marcados pelos times de Baptista saíram de jogadas de bola parada. Em uma reta final de temporada na qual cada gol pode valer a permanência na elite, esse tipo de eficiência tem peso extra na avaliação do clube.
Ceticismo à parte, prazo curto para provar
O técnico terá o período da Data Fifa para implantar sua ideia de jogo antes da estreia, marcada para o dia 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio. É pouco tempo, mas o histórico recente de adaptação rápida em outros clubes sustenta a aposta do Inter nesse momento decisivo da temporada.



