Roberto Siegmann confirmou que indicou Clemer como opção para o comando técnico do Inter durante uma reunião com o presidente Alessandro Barcellos e os pré-candidatos do clube. A sugestão surgiu diante da possibilidade de saída de Paulo Pezzolano, mas não avançou, e o uruguaio permaneceu no cargo.
Em entrevista ao canal do jornalista Nando Gross, o ex-dirigente e ex-vice de futebol criticou duramente a forma como o clube tem escolhido seus treinadores nos últimos anos. Siegmann destacou que contratar profissionais sem vínculos com a realidade gaúcha e sem conhecimento do Inter cria obstáculos desnecessários.
A crítica ao modelo de recrutamento
“Tem uma outra coisa que, a meu juízo, é errado. Temos que parar de inventar treinador que não conhece o Inter e a rivalidade existente no Rio Grande do Sul. Que nem conhece os jogadores. Acho isso péssimo. E aí não se envolvem com a base. Eles vêm com um pessoal próprio e se não dá certo pegam as coisas e vão embora. Tem que se pensar melhor no treinador. O pessoal até me ironizou, pois me perguntaram o que eu faria como vice de futebol se caísse o Pezzolano. Mas eu sugeri o Clemer”, afirmou Siegmann ao canal do jornalista Nando Gross.
Siegmann reforçou que a falta de comprometimento com as estruturas internas prejudica o desempenho. Segundo ele, esse modelo oferece riscos principalmente quando novos treinadores chegam sem conhecer o elenco. E as dinâmicas próprias do futebol sul-rio-grandense, o que pode levar a saídas precipitadas quando os resultados não aparecem rapidamente. Ex-dirigente do Inter confirmando que sugeriu o nome do Clemer para treinador do time.
— DataFut (@DataFutebol) 15 de setembro de 2026
O último trabalho dele como treinador foi no Brasil de Pelotas na Série B de 2018. Atualmente é CEO de uma empresa no ramo do agro. https://t.co/WxWecYE6xi
Os argumentos para Clemer
Quando questionado sobre qual seria sua escolha como vice de futebol, Siegmann listou motivos concretos para defender o antigo goleiro. Ele destacou a ligação histórica de Clemer com o clube como fator decisivo, especialmente para uma reta final de temporada com 11 jogos pela frente.
O ex-dirigente afirmou ao Zonamista que Clemer seria a escolha ideal. Primeiro porque é colorado, segundo porque é campeão do mundo, e terceiro porque foi treinador da base e um excelente técnico de categorias inferiores.
Ele argumentou que, com 11 jogos restantes, não seria necessário um grande conhecedor, mas alguém capaz de mexer com o ânimo dos jogadores, mostrar desaprovação diante das atitudes de alguns atletas e, além disso, ser colorado.
Trajetória de Clemer no Inter
Como atleta, Clemer conquistou títulos expressivos pelo clube, e o auge de sua carreira ocorreu em 2006, quando o Inter ganhou a Conmebol Libertadores e o Mundial. Em 2013, ele assumiu o comando de forma interina na reta final do Brasileirão daquele ano.
Naquela ocasião, Clemer enfrentou críticas de jogadores por suas escolhas táticas e pelas poucas alterações feitas durante as partidas.
Depois de treinar o Inter, Clemer dirigiu equipes do interior gaúcho, como Brasil de Pelotas e Glória, mas não prosseguiu na carreira em competições de maior relevância. Sua experiência como técnico, portanto, ficou restrita a essas passagens pontuais, o que pode explicar por que sua indicação não ganhou força junto à cúpula colorada naquele momento.

